Mercosul pode rever suspensão da Venezuela, diz Alckmin
Segundo o vice-presidente, eventual retorno do país deverá ser discutido diante de um “momento diferente” no cenário político venezuelano
atualizado
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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, nesta quinta-feira (23/4), que o Mercosul pode reavaliar a suspensão da Venezuela do bloco. Segundo ele, o eventual retorno do país deverá ser discutido diante de um “momento diferente” no cenário político venezuelano, após a saída de Nicolas Maduro do poder.
“A Venezuela entrou no Mercosul, foi suspensa e, à medida que entrar em um momento diferente, isso será rediscutido”, disse Alckmin a jornalistas, em Brasília.
Maduro foi retirado do poder em 3 de janeiro, após intervenção dos Estados Unidos. Desde então, o ex-presidente está preso no país. A então vice, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina e, em março, restabeleceu relações diplomáticas com os norte-americanos.
Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram a retomada das relações com a Venezuela, após reconhecerem Rodríguez como a liderança legítima do país.
A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2016, por descumprir normas do bloco e compromissos políticos e comerciais. A eventual reintegração exige consenso entre os membros fundadores — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — além de uma nova avaliação sobre o cumprimento das exigências necessárias.
A discussão ocorre em meio a um processo mais amplo de reconfiguração do bloco. O Mercosul avança na implementação provisória do acordo comercial com a União Europeia, que entra em vigor em 1º de maio para os países que já ratificaram o tratado, como o Brasil. O acordo cria a maior região de livre comércio do mundo.
Alckmin também defendeu o fortalecimento da integração latino-americana. Atualmente, a Bolívia está em processo de adesão como membro pleno do bloco, com prazo para internalizar as normas, enquanto a Colômbia, hoje Estado associado, já manifestou interesse em ingressar como membro efetivo.
