Alckmin celebra início de acordo Mercosul-UE: “É um ganha-ganha”

Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que acordo é “bom exemplo” para o mundo em momento de “protecionismo e de conflito”

atualizado

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1 de 1 Imagem de Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República - Metrópoles - Foto: Cadu Gomes/VPR

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), celebrou nesta segunda-feira (20/4) o início do acordo entre o Mercosul e União Europeia. A iniciativa entrará em vigor, ainda de forma provisória, no dia 1º de maio.

“É um ganha-ganha. Ganha a sociedade quando você abre mercado, reduz tarifas e estimula a competitividade. Então, é o maior acordo comercial entre blocos do mundo. Nós estamos falando de US$ 22 trilhões de mercado“, disse Alckmin durante visita a uma empresa química em Cubatão, na Baixada Santista.

O vice-presidente está interinamente na Presidência da República durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Europa.

Negociado ao longo de mais de duas décadas, o acordo é considerado o maior já firmado entre blocos econômicos. Ele estabelece zona de livre comércio entre países europeus e sul-americanos, com previsão de redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos.

As primeiras medidas entram em vigor em 1º de maio para os países que já concluíram seus processos de ratificação. O Brasil finalizou essa etapa em março.

“Queria destacar a ida do presidente Lula à Espanha e Alemanha, também irá a Portugal. Porque agora entra em vigência provisória o Acordo Mercosul-União Europeia. Em 1º de maio, perto de 500 produtos brasileiros que exportamos para a União Europeia zeram o imposto. E outros terão uma degravação ao longo dos anos. Então, vamos poder vender mais. A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Brasil. E também eles vão poder vender mais barato aqui. Então, também beneficia o nosso país”, disse Alckmin.

Para o vice-presidente, o acordo simboliza um “bom exemplo” para o mundo. “Um bom momento para o mundo em que o Mercosul e a União Europeia estão dando um bom exemplo. No momento de protecionismo e de conflito, a gente mostrar que é possível fortalecer o multilateralismo, abrir o mercado e ter regras de comércio”, afirmou.

Lula pede engajamento da Europa

Nesta segunda-feira (20/4), Lula pediu que países europeus e o setor privado se engajem para transformar a vigência provisória do acordo comercial em uma política permanente. As primeiras medidas do tratado passam a valer a partir de 1º de maio para os países que já concluíram a ratificação interna.

“Após três décadas de negociações, ele entra em vigor a partir do dia 1º de maio. Conto com o engajamento do setor privado para garantir que a vigência provisória do acordo seja transformada em vigência permanente. Precisamos que os setores favoráveis ao acordo falem mais alto que os que se opõem, sobretudo na Europa”, declarou o titular do Planalto.

“É hora de garantir que ele gere benefícios a trabalhadores, empresas e consumidores, diante de um cenário internacional muito turbulento e incerto”, completou o presidente.

A declaração foi dada durante a 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado durante a Feira de Hannover, na Alemanha — considerada a maior feira de tecnologia e inovação industrial do mundo. Nesta edição, o Brasil é o país parceiro.

No domingo (19/4), durante a abertura da Feira de Hannover, o chanceler alemão, Friedrich Merz, comemorou o início da vigência e afirmou que a parceria criará um dos maiores mercados consumidores do mundo, com mais de 700 milhões de pessoas.

Na mesma ocasião, Lula também mencionou o acordo e afirmou que a parceria deve ampliar comércio, investimentos e empregos.

“Em menos de duas semanas, entra em vigor acordo que cria mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões. Mais comércio, mais investimentos significam novos empregos e oportunidades. Com maior integração produtiva, reforçamos a estabilidade das cadeias de suprimentos”, disse.

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