Na Alemanha, Lula nega que haja “turbulência” em cenário eleitoral
Lula disse estar “tranquilo” para disputar as eleições presidenciais de outubro. Pesquisas têm mostrado disputa acirrada no 2º turno
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta segunda-feira (20/4) que haja “turbulência” no cenário eleitoral. Segundo o petista, ele está “tranquilo” para disputar as eleições presidenciais de outubro.
“Não tem turbulência nenhuma. Eu encaro eleição como a coisa mais democrática, mais tranquila possível. Sou o cidadão que mais disputou eleição na história do Brasil; portanto, eleição pra mim não tem turbulência”, disse o titular do Planalto ao ser questionado por jornalistas durante coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, em Hannover, na Alemanha.
As mais recentes pesquisas eleitorais têm mostrado um cenário acirrado para o pleito presidencial. Levantamento Genial/Quaest divulgado na quarta-feira (15/4) indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente, pela primeira vez, o presidente Lula em um eventual segundo turno. Os números apontam empate técnico: 42% para Flávio e 40% para Lula.
Na pesquisa anterior, realizada em março, os dois apareciam empatados numericamente no segundo turno, com 41% das intenções de voto.
Os levantamentos também indicam queda na avaliação do governo. Segundo a Quaest, 52% desaprovam a administração do petista, enquanto 43% a aprovam.
Como mostrou o Metrópoles, durante a declaração à imprensa, o presidente também defendeu os biocombustíveis brasileiros e reiterou o pedido para que a Europa supere “resistências ideológicas” e preconceitos em relação ao combustível de origem vegetal produzido no Brasil.
Lula voltou a defender uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU) e criticou o Conselho de Segurança do órgão, formado por cinco membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Segundo o petista, o grupo “não faz nada para evitar guerras”.
Na ocasião, o presidente também criticou ataques e ameaças dos Estados Unidos contra outros países, como Venezuela e Cuba.
“Eu serei contra a invasão de Cuba como fui contra a da Venezuela, da Ucrânia, de Gaza, do Irã. Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Sou contra qualquer país no mundo se meter a ter ingerência política sobre como a sociedade de cada país deve se organizar ou não”, declarou.
“Cadê a autodeterminação dos povos? Cadê os direitos humanos? Cadê o respeito à Carta da ONU?”, questionou.
Agendas na Alemanha
Nesta segunda-feira, na Alemanha, Lula participou da Feira de Hannover, considerada a maior feira de tecnologia e inovação industrial do mundo, da qual o Brasil é o país parceiro na edição deste ano.
O presidente também compareceu à abertura da 42ª edição do Encontro Econômico Brasil-Alemanha, às margens do evento. Ainda nesta segunda, visitará as instalações da Volkswagen, em Wolfsburg, encerrando seus compromissos no país.
Durante a visita, Brasil e Alemanha assinaram 10 acordos em áreas como defesa, inteligência artificial e bioeconomia .
Nesta terça-feira (21/4), antes de retornar ao Brasil, Lula fará uma parada em Portugal para se reunir com o presidente António José Seguro e com o primeiro-ministro Luís Montenegro. As conversas devem abordar temas da agenda bilateral, com destaque para imigração e combate à xenofobia.

