Na Alemanha, Lula defende multilateralismo: “Está sendo destruído”

Presidente afirmou que a harmonia e a paz constituídas depois da 2ª Guerra Mundial estão sendo “jogadas fora”

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula durante visita à Feira Industrial de Hanôver
1 de 1 Presidente Lula durante visita à Feira Industrial de Hanôver - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o multilateralismo nesta segunda-feira (20/4), durante a abertura do estande brasileiro na Feira de Hannover, maior feira de tecnologia industrial do mundo, na Alemanha.

Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que o multilateralismo está sendo “destruído” e que a harmonia e a paz constituídas depois da Segunda Guerra Mundial estão sendo “jogadas fora”.

Lula também condenou o que classificou como “a força tecnológica, a força das armas ou a força do PIB” como fatores de negociações entre países mais e menos desenvolvidos.

“Nesse momento em que o mundo está conflagrado, em que o multilateralismo, sabe, está sendo destruído, em que aquilo que era a harmonia constituída depois da Segunda Guerra Mundial para estabelecer a paz e a harmonia entre os países, está sendo jogado fora com a tentativa da introdução do multilateralismo. Ou seja, fazendo com que a força tecnológica, a força das armas ou a força do PIB sejam os indutores das negociações entre países potentes e países pequenos”, afirmou o presidente brasileiro.

O petista também alertou: “Não é possível que a gente não tenha noção de que nós precisamos mudar essa situação mundial”.

“E por isso eu vim aqui. Eu vim aqui para dizer a todos aqueles que defendem o multilateralismo, para todos aqueles que não querem guerra, para todos aqueles que querem paz, para todos aqueles que querem construir e não destruir, para todos aqueles que querem defender a vida e não defender a morte, para todos aqueles que pensam no futuro da humanidade humana, veja que eu falei humanidade humana, porque a humanidade está virando algoritmo”, completou Lula.

Na ocasião, o titular do Planalto também declarou que o Brasil “cansou de ser tratado como um país de terceiro mundo”.

“Nós somos uma grande nação, temos 215 milhões de habitantes, temos uma economia razoavelmente estável e conquistamos muita credibilidade nos últimos anos. E é com essa cara que nós viemos aqui a Hannover”, disse.

Críticas a Trump

Embora não tenha citado diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesse domingo (19/4) Lula voltou a criticar a guerra dos EUA contra o Irã. Em discurso na abertura da Feira de Hannover, o petista classificou o conflito como uma “maluquice”.

Lula também afirmou que não é possível “permitir que o mundo se curve ao comportamento de um presidente que acha que, por email ou por Twitter, pode taxar produtos, punir países e pode fazer guerras”.

O presidente também voltou a criticar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O petista afirmou que o órgão foi criado para manter a paz no planeta, mas que, atualmente, o mundo vive a “maior quantidade de conflitos da sua história depois da Segunda Guerra Mundial”.

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