Chanceler alemão defende rapidez em avanço do acordo UE-Mercosul
Com Lula, o chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu que o acordo entre União Europeia e Mercosul avance o “mais rápido possível”
atualizado
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O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou, nesta segunda-feira (20/4), que o Brasil é um parceiro comercial importante “em um mundo cada vez mais complexo”. Ele defendeu também que o acordo entre União Europeia e Mercosul seja ratificado o mais rápido possível.
Segundo Merz, ao selar o acordo, os países poderão fomentar ainda mais a cooperação na área de tecnologia, Inteligência Artificial (IA), economia circular, agricultura e energia.
No Brasil, o acordo deve começar a valer provisoriamente a partir de 1° de maio.
“O senhor, na América do Sul, e eu, aqui na Europa, fizemos parte daquele grupo que realmente insistiu para que o acordo (Mercosul-UE) entrasse em vigor. Então, foi em êxito em comum”, disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a abertura do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, na Alemanha.
De acordo com ele, os países estão aprofundando a cooperação em áreas de matéria-prima crítica, o que é uma base central para que se possa desenvolver tecnologias no futuro.
“Hoje, nós também definimos um acordo na área de tecnologia do futuro. Queremos trabalhar mais estritamente, e o presidente Lula também nos mostrou de maneira muito impressionante que se pode alcançar na área de biocombustíveis, reduzindo as emissões de CO2”, explicou.
Além disso, Merz destacou que o Brasil apoiou a Alemanha na missão de conseguir um assento permanente na Organização das Nações Unidas (ONU).
Entenda o acordo UE-Mercosul
Negociado por mais de 20 anos, o acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia.
Além disso, prevê a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas, beneficiando setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, que terão barreiras para entrar no mercado europeu;
A expectativa é de que o acordo estimule investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia.
