Lula: união entre Brasil e Espanha “foi decisiva para Mercosul-UE”

Lula começou pela Espanha uma série de compromissos na Europa, com foco em acordos comerciais e cooperação estratégica

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula e o presidente de governo da Espanha, Pedro Sanchéz
1 de 1 Presidente Lula e o presidente de governo da Espanha, Pedro Sanchéz - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (17/4), que a união entre o Brasil e a Espanha “foi decisiva para aprovação do acordo Mercosul-União Europeia.

O chefe do Planalto começou pela Espanha uma série de compromissos na Europa, com foco em acordos comerciais, cooperação estratégica e no debate sobre democracia, com destaque para parcerias em minerais críticos, incluindo terras raras. A viagem inclui, ainda, passagens por Alemanha e Portugal ao longo de cinco dias.

Lula também comentou sobre armamentos, combate ao crime organizado, regulação da internet e racismo. “No Brasil, o afrouxamento de regras da posse de armas levou a desvios que beneficiaram os criminosos. Os mesmos que promoveram essa medida irresponsável hoje querem terceirizar o enfrentamento ao crime organizado para outros países”, afirmou.

Segundo ele, a “PF brasileira está à disposição para compartilhar com a guarda civil espanhola um software desenvolvido no Brasil chamado Sistema Rapina, que detecta abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes na internet”.

Sobre as big techs, o presidente disse que, “sem regras, vão instituir a era do colonialismo digital. Nossos dados são extraídos, monetizados e usados para concentrar poder político e econômico na mão de um punhado de bilionários”.

Por fim, Lula fez alusão aos recentes casos de racismo contra jogadores brasileiros, entre eles Vini Jr. “Em ano de Copa do Mundo, Brasil e Espanha jogam juntos no combate ao racismo dentro e fora dos gramados. Estipulamos um plano de ação conjunto para enfrentar a discriminação e a xenofobia”, revelou.

Lula na Europa

Lula chegou na noite de quinta-feira (15/4) a Barcelona, onde inicia a agenda na Europa na 1ª Cúpula Brasil-Espanha. O encontro reúne delegações ministeriais dos dois países para tratar de uma série de acordos.

No sábado (18/4), o presidente participa de um evento de alto nível chamado “Em Defesa da Democracia, Combatendo Extremismos”, idealizado e coordenado por ele, em parceria com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

A reunião reúne chefes de Estado e autoridades internacionais para discutir desafios atuais da democracia.

Entre os temas previstos estão a crise institucional, o impacto de fake news e discursos de ódio, além da relação entre desigualdade e sistemas democráticos. O evento também deve abordar a violência política e digital de gênero.

Nos bastidores, conforme mostrou o Metrópoles, Lula pretende articular apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Estão previstos representantes de 14 países, além do presidente do Conselho Europeu e um representante da ONU. Entre os chefes de Estado confirmados estão Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai), Catherine Connolly (Irlanda), Peter Pellegrini (Eslováquia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e John Dramani Mahama (Gana). Outros países devem ser representados por autoridades de menor nível.

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