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Justiça

Fachin questiona Congresso sobre apoio de Bolsonaro a bloqueados por Moraes

Ministro deu 5 dias para a Casa se manifestar sobre ação do governo contra decisão de Alesandre de Moraes de bloquear bolsonaristas

Repórter de Justiça03/08/2020 18:25
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O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer ouvir o Congresso Nacional em até cinco dias em uma ação apresentada pelo governo contra a decisão do colega Alexandre de Moraes, que decretou o bloqueio internacional de 12 perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais.

Fachin, que é relator do processo, também pediu manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União.

“Solicitem-se informações do Congresso Nacional no prazo de cinco dias. Colham-se as manifestações da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República, no prazo comum de três dias, devendo especificamente manifestarem-se acerca do cabimento da presente ação direta”, escreveu o ministro em despacho nesta segunda-feira (3/8).

Em ação apresentada em 25 de julho, o governo sustenta que as ordens de Moraes, classificadas como “inadmissíveis”, não encontram “respaldo legislativo específico que preconize a possibilidade de bloqueio ou suspensão de funcionamento, por ordem judicial, de plataformas virtuais de comunicação” e, por isso, pede que sejam derrubadas.

Discursos criminosos

O bloqueio temporário foi determinado pelo ministro no âmbito do inquérito das fake news, que apura notícias falsas, ofensas e ameaças contra autoridades, e incluiu Twitter e Facebook. A medida foi justificada pela necessidade de “interromper discursos criminosos de ódio” e solicitada ainda em maio, quando apoiadores do governo foram alvo de buscas em operação da Polícia Federal.

As plataformas, no entanto, demoraram dois meses para cumprir a ordem e o fizeram somente após intimação no final de julho. Como os bloqueios ficaram restritos a território nacional, o ministro voltou a cobrar as empresas pedindo a suspensão total, sob pena de multa diária de R$ 20 mil.

Isso porque alguns influenciadores mudaram as configurações de localização e continuaram a publicar mensagens sem embargos. Através da estratégia, os perfis se mantiveram acessíveis a usuários mesmo após as ordens de suspensão.

Embora tenham cedido, Facebook e Twitter seguem no Supremo tentando recorrer dos bloqueios. As plataformas insistem que a medida fere o princípio da liberdade de expressão e é “exagerada” e “desproporcional”.

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Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin
O ministro rejeitou o argumento da defesa de que haveria risco de prisão, caso Witzel descumprisse a determinação
Edson Fachin, ministro do STF
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Nelson Jr./SCO/STF
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Michael Melo/Metrópoles
O ministro rejeitou o argumento da defesa de que haveria risco de prisão, caso Witzel descumprisse a determinação
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O ministro rejeitou o argumento da defesa de que haveria risco de prisão, caso Witzel descumprisse a determinação

José Cruz/Agência Brasil
Edson Fachin, ministro do STF
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Igo Estrela/Metrópoles