Governador interino do RJ se reúne com presidente do STF

Encontro ocorreu após Edson Fachin marcar julgamento de ações sobre sucessão de Cláudio Castro. Disputa foi um dos temas da conversa

atualizado

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Gustavo Moreno/STF
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, em reunião com o governador interino do Rio, Ricardo Couto.
1 de 1 O presidente do STF, ministro Edson Fachin, em reunião com o governador interino do Rio, Ricardo Couto. - Foto: Gustavo Moreno/STF

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, esteve na tarde desta terça-feira (31/3) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O encontro ocorreu um dia após Fachin marcar o julgamento de ações que discutem o modelo de escolha do sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo na última semana sem ter vice.

A disputa jurídica sobre a eleição que definirá o chamado “governador-tampão”, responsável por concluir o mandato de Castro, esteve entre os temas da reunião. Também participou do encontro o procurador-geral do Rio de Janeiro, Renan Saad.

Na pauta do encontro, também estiveram ações que discutem as regras de distribuição dos royalties do petróleo. O tema deve ser analisado pelo plenário do Supremo no próximo dia 6 de maio.

A linha sucessória do Rio está em colapso desde 2025, quando o então vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, e o então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo.

Com a vacância dos dois primeiros postos na sucessão, coube ao presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, assumir interinamente o governo na última semana. Caberia a ele convocar novas eleições para substituir Castro, mas as regras do pleito acabaram judicializadas no Supremo.

A Corte deverá definir o formato da escolha do “governador-tampão”. Duas ações apresentadas pelo PSD, partido do pré-candidato ao governo e ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, questionam os procedimentos de sucessão e devem ser analisadas em conjunto no próximo dia 8. O ponto central é o modelo de eleição do sucessor de Castro.

Inicialmente, prevalecia o entendimento de que a substituição ocorreria por eleição indireta, na qual deputados estaduais escolhem o novo governador. A condenação de Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, abriu uma nova frente de questionamentos.

O então governador renunciou ao cargo na véspera do julgamento. A defesa argumentou que a saída atendia ao prazo de desincompatibilização para uma eventual candidatura ao Senado.

Na certidão de julgamento, os ministros consideraram prejudicada a eventual cassação do mandato em razão da renúncia. Ainda assim, Castro foi condenado à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico Diante da renúncia, o TSE indicou a realização de eleições indiretas para a escolha do substituto.

O PSD contestou esse entendimento. Na ação relatada pelo ministro Cristiano Zanin, a legenda defende que o sucessor seja escolhido por meio de eleições diretas, com participação de todo o eleitorado fluminense.

O argumento é que a renúncia teria sido antecipada para evitar uma cassação iminente. Pela legislação eleitoral, a cassação a mais de seis meses do fim do mandato — como seria o caso — exige a convocação de eleições diretas.

Antes mesmo da ofensiva do PSD, o tema já vinha sendo debatido no STF. Em julgamento virtual sobre as regras da eleição indireta, quatro ministros se posicionaram a favor de eleições diretas: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

A possibilidade de mudança no modelo já movimenta os bastidores políticos. Eduardo Paes e o PSD passaram a defender publicamente a realização de eleições diretas, cenário em que avaliam ter maior competitividade.

Paes, inclusive, sinaliza que pode disputar o cargo caso esse modelo seja confirmado pelo Supremo. O deputado Douglas Ruas também passou a defender eleições diretas e afirmou que poderá concorrer em eventual pleito.

O PL na Alerj defende que, independentemente do modelo — direto ou indireto —, o candidato da legenda deve ser Douglas Ruas. Em vídeo divulgado na noite de segunda-feira (30/3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou apoio ao nome do deputado.

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