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Gilmar manda inutilizar dados enviados a CPI sobre empresa da família Toffoli

As quebras haviam sido aprovadas pela comissão na última quarta (25/2)

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Especial 8 de Janeiro – Gilmar Mendes. Brasília (DF) 13/11/23.
1 de 1 Especial 8 de Janeiro – Gilmar Mendes. Brasília (DF) 13/11/23. - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (27/6), a inutilização de eventuais dados já enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado sobre as empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli. As quebras haviam sido aprovadas pela comissão na última quarta-feira (25/2).

As quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático eram referentes à empresa da família de Dias Toffoli, a Maridt.

Entre as medidas da decisão de Gilmar, se determina a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo, sob pena de sujeitar os responsáveis às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

A medida foi determinada em um recurso apresentado pela empresa ao Supremo. Para Gilmar, a CPI descumpriu e extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado.

A Maridt aparece como intermediária na relação entre familiares do ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo de investigação por suspeita de fraude financeira.

De acordo com investigações, a empresa ligada à família do magistrado negociou a venda de participações no resort Tayayá Resort, situado em Ribeirão Claro (PR), para fundos de investimento associados ao banco.

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal indicavam referências ao seu nome em dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro. Toffoli afirmou que as menções identificadas pela PF são “ilações” e declarou não manter relação com Vorcaro nem com o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel.

O ministro também informou que a Maridt se retirou do negócio em fevereiro de 2025. Ele negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou de Zettel e declarou que não ocupou cargos de direção na empresa.

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