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Brasil

CPI do Crime aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli

Comissão aprovou quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático. Mesma aprovação se deu contra o Banco Master e a Reag

25/02/2026 12:29
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Toffoli

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25/2), as quebras de sigilos bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos da Maridt Participações S.A, empresa ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, do Banco Master, e da Reag Investimentos. As votações foram simbólicas.

A informação de que a comissão deveria quebrar o sigilo da Maridt foi antecipada pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

O colegiado faz, nesta quarta, uma ofensiva sobre o caso Master, com a aprovação de convites e convocações de citados ou investigados no caso. Mais cedo, o grupo de senadores aprovou a convocação do dono do banco, Daniel Vorcaro, de irmãos do ministro Dias Toffoli, e do ex-presidente do Banco Central Campos Neto.

José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos de Toffoli, deverão prestar esclarecimentos à comissão. Eles são sócios da Maridt, assim como o ministro. A empresa vendeu participações por meio de fundos no Resort Tayayá, no Paraná, para Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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A CPI também aprovou o convite de comparecimento aos ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e a esposa de Moraes, Viviane Barci.  Integrantes da oposição tentaram aprovar quebras de sigilo do escritório chefiado por Viviane Barci, que prestou serviços ao Master em contratos milionários, mas foram tirados de pauta por “falta de nexo causal”.

A comissão convidou Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Guido Mantega, ex-ministro de Lula, para falar sobre reuniões com Vorcaro no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outro convidado foi o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

As ligações de familiares de ministros ao caso Master, repercutidos pela imprensa, levantaram suspeitas a respeito do possível vazamento de informações sigilosas sobre familiares de ministros.