Em dia de prisão, CPMI ouve Eric Fidelis, filho de ex-diretor do INSS. Siga
Eric Fidelis presta depoimento no mesmo dia em que a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto
atualizado
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O advogado Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) André Fidelis, segue sendo ouvido, nesta quinta-feira (13/11), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Amparado por um habeas corpus, ele evita responder as perguntas dos parlamentares. Eric presta depoimento no mesmo dia em que a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, na nova fase da Operação Sem Desconto, que mira esquema de fraudes no instituto revelado pelo Metrópoles. André também foi preso hoje.
Acompanhe aqui:
Além da prisão de Stefanutto, policiais federais cumprem nesta quinta mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira.
Pouco antes do início da CPMI, o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que a “operação da PF colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios”.
“Isso mostra claramente que nós estamos no caminho certo em dar uma resposta ao povo brasileiro. Minha indignação em dizer quando as pessoas desde o início falavam que CPMI não daria em nada, que CPMI era apenas mais um momento teatral. Não há na história uma comissão que tenha prendido mais pessoas e que esteja dando mais respostas”, afirmou.
Acordos de cooperação
O advogado Eric Fidelis, 34 anos, presta depoimento amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eric movimentou R$ 10,4 milhões em transações financeiras entre 2023 e 2024. Ele foi alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados.
Os valores constam dos relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexados ao inquérito da PF que investiga o esquema de fraude na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
Segundo a investigação, o ex-diretor André Fidelis, demitido em julho do ano passado, era o canal que as entidades suspeitas tinham para conseguir os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS. Entre 2023 e março de 2024, ele assinou 14 acordos.
Caso relevado
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.
O colegiado votará ainda cerca de 66 requerimentos. Entre eles pedidos de quebra de sigilo bancário, telemático e fiscal de empresas e pessoas envolvidas no esquema das fraudes.













