Presidente da CPMI: “PF prendeu núcleo principal dos desvios do INSS”

Na manhã desta quinta-feira (13/11), o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso pela Polícia Federal (PF)

atualizado

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Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS
1 de 1 Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), senador Carlos Viana, afirmou nesta quinta-feira (13/11) que a Polícia Federal (PF) “colocou na cadeia o núcleo principal de todos os desvios” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa.

Na manhã desta quinta, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Sem Desconto, que tem como objetivo apurar um esquema de fraudes no instituto.


A Farra do INSS

  • O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela PF e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela corporação na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril e que culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Os agentes também cumprem mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira.

De acordo com Viana, todos os envolvidos no esquema do INSS e presos ainda hoje “estavam sendo monitorados, as ações deles [eram] acompanhadas pela Polícia Federal”.

“Um ponto que eu posso adiantar para vocês, que não há problema, é que o dinheiro que foi sacado nos bancos, em espécie, está guardado em algum lugar”, analisou Viana.

Ele afirmou que o dinheiro desviado pelos envolvidos “está guardado em algum lugar”. Segundo Viana, “existem locais onde eles guardaram os valores, porque, na soma dos desvios, boa parte foi enviada ao exterior”.

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Senador Carlos Viana e o ex-ministro da Previdência na CPMI do INSS
Senador Carlos Viana na abertura da CPMI do INSS
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, na CPMI
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Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, na CPMI
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Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, na CPMI

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“A Polícia Federal vem acompanhando esses que estão presos hoje. Naturalmente, as escutas deram seu resultado, e há outros que também precisam trazer esclarecimentos”, afirmou Viana.

Ele acrescentou que ainda há informações sob investigação e que, nas próximas semanas, surgirão “mais detalhes e, naturalmente, mais responsáveis, para que todos os brasileiros saibam quem roubou a Previdência”.

Viana afirmou ainda que o interesse da CPMI agora é descobrir “quem indicou, quem nomeou e o que recebeu para que esse esquema pudesse continuar funcionando, e de que maneira políticos foram beneficiados nessa história”.

Sem Desconto

O ex-presidente do INSS foi preso durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem como objetivo apurar um esquema de fraudes no instituto.

Além dos agentes federais, auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumprem, nesta quinta, cerca de 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão.

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