Mirelle Pinheiro

Veja quem são os presos no escândalo dos descontos ilegais do INSS

Entre os presos, está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Há mandado também contra o Careca do INSS, que já está na Papuda

atualizado

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Veja quem são os presos no escândalo dos descontos ilegais do INSS
1 de 1 Veja quem são os presos no escândalo dos descontos ilegais do INSS - Foto: Metrópoles

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (13/11), nove mandados que levaram à prisão figuras importantes no esquema de descontos ilegais aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

A nova etapa da Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), atingiu diretamente ex-gestores do instituto e dirigentes de entidades que se beneficiavam do sistema fraudulento.

No total, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva (dos quais nove foram cumpridos até o momento) e 63 mandados de busca e apreensão, em 17 estados e no Distrito Federal. A coluna apurou que não estão previstas oitivas para esta quinta e que os presos devem passar por audiência de custódia e encaminhados ao presídio.

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Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS, na CPMI
Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS
Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer
Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes
André Paulo Felix Fidelis
Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é ouvido pela CPMI que apura fraudes nos descontos previdenciários
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Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é ouvido pela CPMI que apura fraudes nos descontos previdenciários

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS, na CPMI
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Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS, na CPMI

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS
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Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer – teve despesas custeadas pela CPMI do INSS

Lula Marques/ Agência Brasil.
Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer
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Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer

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Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes
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Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes

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André Paulo Felix Fidelis
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André Paulo Felix Fidelis

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Veja quem são os presos no escândalo dos descontos ilegais do INSS - imagem 7
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STF determina prisão domiciliar de Thaisa Hoffmann
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STF determina prisão domiciliar de Thaisa Hoffmann

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As investigações miram crimes como inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Entre os investigados alvos de mandado de prisão, estão:

    • Alessandro Stefanutto – ex-presidente do INSS;
    • Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS” (que já está preso na Papuda, em Brasília);
    • Vinícius Ramos da Cruz – presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
    • Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes;
    • Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer;
    • Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer;
    • André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
    • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira, ex-procurador-geral do INSS;
    • Thaísa Hoffmann, esposa de Virgílio

Como funcionava o esquema

O grupo utilizava entidades, associações e organizações parceiras do INSS para inserir, no sistema oficial, cobranças associativas não autorizadas, que eram automaticamente descontadas no pagamento de aposentados e pensionistas.

A fraude atingiu milhões de beneficiários, muitos dos quais só descobriram o golpe após notar redução permanente no valor recebido mensalmente.

Relatórios da CGU apontam que as entidades investigadas mantinham acordos internos que permitiam a distribuição dos valores arrecadados de forma indevida, movimentando grandes quantias sem transparência ou critério.

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