Mirelle Pinheiro

INSS: PF desmonta esquema que lesou aposentados em 17 estados e no DF

Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)
Operação Korban, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), investiga a Associação Moriá, por suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares
1 de 1 Operação Korban, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), investiga a Associação Moriá, por suposto desvio de dinheiro público proveniente de emendas parlamentares - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles (@hugobarretophoto)

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (13/11), nova fase da Operação Sem Desconto, investigação que mira esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A ação mobilizou equipes em 17 estados e no Distrito Federal. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares. Entre os presos estão:

  • Alessandro Stefanutto – ex-presidente do INSS;
  • Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”;
  • Vinícius Ramos da Cruz – presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
  • Tiago Abraão Ferreira Lopes – diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes; Cícero Marcelino de Souza Santos – empresário ligado à Conafer;
  • Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior – também integrante da Conafer.

Os alvos estão espalhados por Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.

Como o esquema funcionava

Segundo as investigações, os suspeitos atuavam inserindo dados falsos em sistemas oficiais para incluir beneficiários em associações ou entidades fictícias. A partir disso, eram feitos descontos mensais indevidos diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas, muitos deles sem qualquer conhecimento sobre as cobranças.

O grupo é investigado por formar organização criminosa voltada à obtenção de vantagens financeiras por meio de estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva para facilitar o acesso fraudulento aos sistemas do INSS.

Também há apurações sobre ocultação de patrimônio, supostamente utilizado para dificultar o rastreamento dos valores desviados.

Ação coordenada em todo o país

As diligências foram coordenadas pela Polícia Federal com apoio de auditores da CGU. As buscas ocorreram simultaneamente em endereços residenciais, escritórios, sedes de entidades suspeitas e até empresas que teriam sido usadas para escoar os recursos desviados.

Segundo fontes envolvidas na operação, o volume de documentos apreendidos deve ajudar a detalhar a participação de cada integrante do grupo e identificar novas vítimas, já que o crime costuma atingir idosos em situação de vulnerabilidade, que nem sempre percebem os descontos indevidos.

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