CPMI ouve nesta quinta Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS

Advogado movimentou R$ 10,4 milhões em transações financeiras suspeitas entre 2023 e 2024

atualizado

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Foto colorida de Eric Fidelis, filho de ex-diretor do INSS, de terno escuro, camisa azul e gravata - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Eric Fidelis, filho de ex-diretor do INSS, de terno escuro, camisa azul e gravata - Metrópoles - Foto: Divulgação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve, nesta quinta-feira (13/11), Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão André Fidelis. O advogado movimentou R$ 10,4 milhões em transações financeiras entre 2023 e 2024. Ele foi alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados, revelado pelo Metrópoles.

Os valores constam dos relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexados ao inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de fraude na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

Segundo a investigação, o ex-diretor André Fidelis, que foi demitido em julho do ano passado, era o canal que as entidades suspeitas tinham para conseguir os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS que permitiam os descontos de mensalidade associativa direto na folha de pagamento dos aposentados. Entre 2023 e março de 2024, ele assinou 14 acordos.


Caso relevado

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


O colegiado votará ainda cerca de 66 requerimentos. Dentre eles, pedidos de quebra de sigilo bancário, telemático e fiscal de empresas e pessoas envolvidas no esquema das fraudes.

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