CNJ anuncia criação de portal unificado com despesas do Judiciário

Ato é desdobramento da decisão do STF que limitou e fixou parâmetros para o pagamento dos chamados penduricalhos

atualizado

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1 de 1 Delgatti - Foto: Michael Melo/Metrópoles

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou, nesta semana, a criação de uma rede unificada para divulgar as despesas com o Poder Judiciário: o Portal Nacional de Passivos Funcionais.

A medida é um desdobramento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 25 de março, que extinguiu o pagamento de 15 benefícios adicionais à categoria, os chamados penduricalhos, além de padronizar o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário em todo o país.

Os parâmetros definidos pelo STF valem até que seja editada pelo Congresso Nacional uma lei que regulamente a matéria e visa cumprir os princípios republicanos da transparência e do controle.

Esses passivos correspondem a valores devidos pelo Poder Judiciário a servidores e magistrados, já reconhecidos administrativa ou judicialmente, que ainda não foram quitados.

No portal, estão incluídos:

  • Pagamentos retroativos decorrentes de alterações normativas ou decisões judiciais
  • Diferenças salariais e indenizatórias acumuladas.
  • Correções monetárias.
  • Juros por atraso.
  • Indenizações substitutivas por direitos não usufruídos.

O ato estabelece critérios de transparência e padronização, exigindo que as informações sejam disponibilizadas em formato acessível, com possibilidade de download e integração aos portais de transparência já existentes.

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Portal terá informações detalhadas sobre verbas
Ato é desdobramento de decisão do STF que limitou pagamento de penduricalhos
CNJ criou portal de transparência das despesas de pessoal no Poder Judiciário
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Ato é desdobramento de decisão do STF que limitou pagamento de penduricalhos
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Igo Estrela/ Metrópoles @igoestrela

Ao propor a medida, Fachin reforçou que o portal deve conferir maior clareza e uniformidade à forma de apresentação desses dados.

“[A medida] busca garantir acesso público simples às informações disponibilizadas, em consonância com os princípios que regem a publicidade administrativa e o acesso à informação”, afirmou.

A disponibilidade das informações deve observar a legislação de proteção de dados pessoais. Por isso, ao público em geral, os dados serão apresentados de forma agregada, com a disponibilização do valor total da dívida, do valor com correção monetária e juros, do total já pago e do saldo devido.

O acesso detalhado poderá ser realizado nos termos da Lei de Acesso à Informação.

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