Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Câmara vota PEC da Blindagem nesta terça-feira (16/9).

Decisão de colocar PEC da Blindagem em votação foi tomada em reunião de líderes da Casa. Urgência da anistia fica para esta quarta-feira

16/09/2025 12:24, atualizado 16/09/2025 18:22
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (16/9)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu junto com os líderes partidários pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da blindagem aos parlamentares no plenário da Casa nesta terça-feira (16/9). A decisão foi tomada em reunião na residência oficial da Câmara. A votação será secreta.

Acompanhe a votação:


Para fazer a proposta avançar, Motta trocou a relatoria do texto, que agora fica com o deputado Cláudio Cajado (PP-BA). Antes o relator era o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG). Em agosto, o avanço da proposta ficou inviabilizado depois da apresentação de um texto paralelo, que foi recusada pelo então relator da matéria.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Como mostrou a coluna do Igor Gadelha, no Metrópoles, o texto cria um foro especial para presidentes de partidos, além de prever que deputados e senadores só poderão ser presos e processados criminalmente com aval das respectivas Casas.

O texto paralelo que implodiu as negociações um mês atrás tinha regras ainda mais limitantes em relação à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na investigação de parlamentares. A minuta propunha mudanças, como a obrigatoriedade na formação de quórum de ⅔ do plenário do Supremo para a condenação de parlamentares.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O substitutivo do texto diz que os parlamentares não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem a licença prévia de sua Casa. No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de 24 horas, à respetiva Casa, para que, por voto secreto, resolva se autoriza ou não a prisão.