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Senadores tentam convencer Lula a manter texto das saidinhas

Para melhorar relacionamento com Congresso, presidente está inclinado a manter texto se não houver mais mudanças 

22/02/2024 10:00, atualizado 22/02/2024 10:38
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu os ministros na manhã desta sexta para uma reunião com foco em ações de infraestrutura g20

Senadores da base do governo Lula (PT) vão fazer um périplo ao Palácio do Planalto para tentar convencer o presidente a não vetar o Projeto de Lei das saidinhas. O argumento que será usado é que o texto aprovado não é tão radical quanto ao que o relator do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), havia proposto na Comissão de Segurança Pública do Senado.

Para ganhar a simpatia dos governistas na casa, Flávio colocou no texto a permissão de saídas para estudos e trabalho dos presos do semiaberto. Quando o PL veio da Câmara, vetava todas as saidinhas, o que motivou o texto a ficar mais de um ano parado no Senado.

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Liderados por Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-líder do governo no Senado, os senadores governistas vão alegar que a sanção do projeto como está melhoraria o clima entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

O cálculo é que já há muitos pontos de discordâncias que ainda serão debatidos no Congresso, e que incluir mais um seria negativo para o relacionamento entre os poderes.

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Agora, o presidente vai acionar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para reunir motivos, dados e estatísticas que corroborem possível veto. Lula já avisou internamente que vai vetar o projeto se ele for novamente aprovado na Câmara dos Deputados.

Como o blog adiantou, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já trabalha com a hipótese de possíveis rebeliões no sistema carcerário caso o projeto seja sancionado.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), dos 35 mil presos que são beneficiários das saídas temporárias, apenas 4% não voltam às cadeias e aos presídios.

Os presos que são elegíveis às saidinhas em datas comemorativas devem estar no sistema semiaberto, além de ter cumprido um sexto da pena, se réu primário, e um quarto da pena, se reincidente.