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PF se preparou para não haver nenhuma contestação sobre operação

Peça que embasou operação contra Bolsonaro passou por três delegados e por Alexandre de Moraes 

09/02/2024 10:00
Hugo Barreto/Metrópoles
PF Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) preparava há algumas semanas a petição que embasou a operação Tempus Veritatis de quinta-feira (08/02). O documento passou pelos três delegados que cuidam do inquérito das milícias digitais, antes de passar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

A PF preparou a peça para não deixar escapar nenhum motivo para contestação daqueles que foram alvo da operação. Havia provas descritas especificamente para justificar cada uma das prisões, buscas e apreensões de ontem.

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Uma das provas que nortearam a operação foi o vídeo (ainda em segredo de justiça) em que Jair Bolsonaro (PL), seus ministros e militares combinavam detalhes de uma tentativa de golpe, antes das eleições de 2022. Na descrição, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, aparece falando sobre “virar a mesa” antes da votação.

Em outro trecho, o então presidente discute com seus ministros toda a dinâmica do golpe. Bolsonaro disse que usaria os 23 ministros para espalhar fake news sobre as urnas. “ Eu vou entrar em campo usando o meu exército, meus 23 ministros”, disse o ex-presidente, segundo a PF.

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O texto foi tão bem fundamentado que tanto o ministro Alexandre de Moraes, como o PGR, Paulo Gonet, concordaram com a operação que levou à prisão 4 aliados de Bolsonaro, além da apreensão do passaporte do ex-presidente.