Moro, Tarcísio e Eduardo: O custo político da PEC da Blindagem

PEC Blindagem rejeitada! A ‘marcha da insensatez’ de Moro e o alto preço político da derrota para Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

atualizado

Compartilhar notícia

Thumb noblatblabla_20250924_221700_0000
1 de 1 Thumb noblatblabla_20250924_221700_0000 - Foto: null

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, popularmente conhecida como PEC da Blindagem/Bandidagem, que visava restringir a abertura de processos criminais contra parlamentares e restabelecer o voto secreto em casos de prisão ou investigação, foi formalmente enterrada nesta quarta-feira, 24.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal rejeitou a proposta por unanimidade em uma decisão que atende à forte pressão popular e de especialistas que classificaram o texto como um “retrocesso institucional”. O enterro da PEC ocorreu logo em seguida, no plenário do Senado:

“Tendo em vista que CCJ aprovou, de forma unânime, parecer concluindo pela inconstitucionalidade da PEC e no mérito pela sua rejeição. Esta Presidência determina seu arquivamento, sem deliberação de plenário”, declarou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O movimento de desmonte da PEC no Senado marca uma derrota significativa para seus defensores na Câmara e expõe o desalinhamento e a “marcha da insensatez” de importantes figuras políticas ligadas à direita e ao bolsonarismo, como o deputado Eduardo Bolsonaro, o senador Sergio Moro e o governador Tarcísio de Freitas, cujas recentes movimentações políticas em torno do tema foram vistas com ceticismo.

Análise Política e o Custo do Alinhamento no Debate da PEC

A rejeição unânime da PEC da Blindagem não apenas simboliza uma vitória da transparência, mas também serve como um termômetro para a fragilidade política de figuras que tentaram se equilibrar entre o clamor popular e o alinhamento de bastidor. As ações recentes de Eduardo Bolsonaro, Sergio Moro e Tarcísio de Freitas, reveladas em comentários políticos, mostram o custo de se posicionar ou se calar tardiamente diante de uma proposta que gerou tamanha revolta nas ruas.

Eduardo Bolsonaro: O ‘Cabo Eleitoral’ Involuntário e o Risco do Mandato

Para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a derrota da PEC da Blindagem soma-se a uma série de reveses que têm marcado sua trajetória política recente. Eduardo, ao trair o interesse nacional em viagens internacionais e fazer intervenções desastrosas, tem se tornado um “perigoso cabo eleitoral” para a oposição, ironicamente ajudando a recuperar a popularidade do presidente Lula.

Mais grave que a derrota da PEC, o deputado enfrenta um processo no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar, impetrado pelo PT, que alega que ele tem se dedicado “de forma reiterada a difamar instituições do Estado brasileiro” enquanto está nos Estados Unidos. Sua recente indicação para líder da minoria também foi rejeitada pela presidência da Câmara, evidenciando o enfraquecimento de sua influência.

Analistas preveem que Eduardo corre sério risco de ter seu mandato cassado e ser declarado inelegível, seguindo o caminho de seu pai, Jair Bolsonaro. Sua tentativa de se lançar como futuro candidato à Presidência da República é vista como um delírio político frente à iminente perda de seu mandato e ao crescente isolamento.

Sergio Moro: A ‘Marcha da Insensatez’ e o Equilíbrio Político

A postura do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) sobre a PEC da Blindagem foi classificada como a própria “marcha da insensatez”. Segundo análise, Moro, mesmo podendo manter-se discreto, optou por uma intervenção desastrosa.

O senador, que almeja uma candidatura ao governo do Paraná, tentou, até a véspera da votação, “salvar” a PEC, apresentando uma emenda para limitar o alcance do texto aprovado na Câmara. Sua emenda visava dar sobrevida à essência da proposta, ignorando a revolta popular que levou milhares às ruas no último domingo (21).

Moro só recuou e votou contra o texto hoje, retirando sua emenda, ao se dar conta da péssima repercussão e da derrota inevitável.

Moro não nos deixa esquecer sua falta de tato na política, e sua inclinação a “pisar em cascas de banana”.

Tarcísio de Freitas: O Recuo Estratégico e a Distorção do Remédio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vinha mantendo silêncio sobre o tema, decidiu se pronunciar justamente no dia em que a PEC seria enterrada.

Tarcísio afirmou que a PEC da Blindagem “nasceu para ser um remédio para proteger o parlamento” e a imunidade formal e material do parlamentar, mas se transformou em outra coisa: uma “distorção” que o povo percebe como um caminho de “privilégios e impunidade”, o que gerou revolta e “desconexão com a vontade das pessoas”.

O que passa é uma declaração ambígua de quem tentou defender o princípio da proposta, mas recuou publicamente ao criticar sua forma final — o que ocorreu quando a derrota já estava sacramentada.

O posicionamento tardio e cauteloso de Tarcísio, cotado como sucessor de Bolsonaro, foi visto como mais um erro estratégico, comprometendo sua imagem sem obter ganho político.

É de se concluir que a queda unânime da PEC no Senado demonstra que, mesmo em um Congresso habituado a ceder a pressões internas, a força da opinião pública e a mobilização das ruas ainda são capazes de barrar propostas consideradas um retrocesso no combate à corrupção e na garantia da transparência.

Confira:

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comBlog do Noblat

Você quer ficar por dentro da coluna Blog do Noblat e receber notificações em tempo real?