
Eduardo prega lealdade, mas sabota tática de Flávio Bolsonaro para furar a bolha
Noblat mostra como o radicalismo de Júlia Zanatta isola Flávio Bolsonaro em vez de atrair novos votos.

No programa do Noblat desta sexta-feira (12), o foco da análise política se voltou para o fogo amigo e os erros estratégicos que ameaçam a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O debate evidenciou como a atuação de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, tem servido mais para criar obstáculos e encurralar o projeto nacional do clã do que para somar forças.
O mais recente lance desse desgaste foi a articulação pública feita por Eduardo para tentar emplacar a deputada federal Júlia Zanatta como vice na chapa “puro-sangue” do irmão.
Para Noblat, a indicação expõe uma profunda cegueira eleitoral por parte da ala radical. Diante dos dados recentes da pesquisa Quaest, que acenderam o alerta ao mostrar o derretimento de Flávio entre os evangélicos e o eleitorado feminino, a escolha de um nome para a vice deveria focar na ampliação de alianças ao centro. No entanto, Zanatta é considerada ainda mais bolsonarista do que o próprio Flávio, sendo incapaz de atrair votos fora da bolha ideológica da extrema-direita.
