
Sem Lula na TV, Flávio foge para não virar alvo da direita
Flávio se esconde atrás de Lula para não ter que explicar propostas nem encarar a própria oposição

No programa do Noblat, a bancada analisou o cálculo político por trás da fuga dos debates no primeiro turno e o enquadramento jurídico que aguarda a cúpula do PL no Supremo Tribunal Federal.
A sinalização de que Lula pode faltar aos confrontos de TV abriu uma janela para Flávio Bolsonaro tentar escapar do mesmo palco. Por trás do pretexto de “não ir onde o petista não vai”, o herdeiro do PL busca disfarçar suas conhecidas limitações oratórias e o pavor de virar alvo da própria direita. Sem Lula em cena, candidatos conservadores como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos fariam de Flávio o saco de pancadas da rodada, já que a única chance de a direita tradicional chegar ao segundo turno é desidratar o pré-candidato do PL.
No campo judicial, o programa abordou a expectativa em torno da decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o uso ilegal de inteligência artificial na convenção do partido. Ao rebater as tentativas bolsonaristas de criar uma falsa equivalência com a situação de Lula em 2018, Ricardo Noblat destacou que o cenário é juridicamente incomparável: ao contrário do petista, que não tinha sentença transitada em julgado nem veto de comunicação, Jair Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e está sob restrição expressa da Justiça que o proíbe de interferir no jogo político.
O uso de avatares e montagens sintéticas na convenção expõe não apenas o desrespeito a duas resoluções expressas do TSE, mas o desespero do clã em burlar as ordens do STF. A tentativa de transformar a pré-campanha em um circo digital reflete a incapacidade do candidato em debater propostas e a opção por atalhos ruidosos para segurar a militância – uma estratégia que aprofunda a rejeição do PL e escancara a fragilidade de quem tenta governar o país fugindo dos debates e desafiando a lei.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
