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As pautas da conversa de Lula com senadores

Com relação um pouco mais desgastada com o Senado, presidente quer aparar arestas; foco também na atuação de Pacheco

08/11/2023 02:00, atualizado 07/11/2023 20:54
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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Lula O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu os ministros na manhã desta sexta para uma reunião com foco em ações de infraestrutura

A conversa de Lula (PT) com os senadores, nesta quarta-feira (08/11), será em tom de paquera. Se o encontro com a base da Câmara teve clima de “reaproximação”, a do Senado deverá ser de “reconciliação”. O governo quer voltar a ter um relacionamento bom com o Senado, como o que se via no início do ano.

Lula convidou os senadores da base aliada para um café da manhã. O tal Conselho de Coalizão Política é apenas um nome bonito para o segundo ato de cobrança dos partidos de centro para com o Palácio do Planalto.

Do lado de Lula, o encontro servirá para explicar aos senadores a importância da aprovação da pauta econômica de 2023. No Senado, as pautas prioritárias de agora são as aprovações da taxação de apostas esportivas e a reforma tributária —esta que deve ser votada hoje.

Já do lado dos senadores, a reclamação principal será da falta de reconhecimento da casa. Os senadores se queixam que o governo dá mais relevância à Câmara quando são negociados cargos e emendas parlamentares.

A queixa fez com que o Senado organizasse uma “rebelião” contra o governo. A recente recusa do nome de Igor Roque para a DPU (Defensoria Pública da União) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) mostrou que a casa não tem mais o consenso que tinha antes. 

Rodrigo Pacheco

A atuação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também deve ser uma das pautas levantadas. O governo não quer criar ruídos com o senador, por isso deve fazer críticas veladas.

Os colegas de Pacheco dizem que o presidente prioriza pautas pessoais ao invés de assuntos de interesse da casa. Também afirmam que a proximidade dele com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) atrapalha o rendimento do Senado.