Sergio Camargo: o que você precisa saber antes de conhecer a exposição
Entender alguns conceitos sobre a obra de Sergio Camargo pode ajudar a compreender o que está por trás da mostra, realizada pelo Metrópoles
atualizado
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Desde 10 de dezembro de 2025, Brasília conta com a megaexposição dedicada a Sergio Camargo, uma iniciativa do Metrópoles sob curadoria de Marcello Dantas. Instalada no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, a mostra reúne diferentes fases da produção do artista e destaca relevos, volumes e estruturas que marcaram sua trajetória.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Antes de fazer uma visita, é importante entender alguns pontos que ajudam a compreender o que está por trás das obras e do conceito artístico de Camargo.
Não é uma escultura tradicional
Sergio Camargo é conhecido principalmente por seus relevos — trabalhos que ficam entre a pintura e a escultura. Diferente de uma escultura totalmente tridimensional, o relevo parte de uma superfície plana, mas cria volumes que avançam para o espaço.
Esses volumes são organizados de forma repetitiva e ritmada, formando estruturas geométricas. O resultado visual muda conforme a incidência de luz e o deslocamento do observador, já que luz e sombra são parte da composição artística.
Observe repetição e estrutura
É importante saber que a repetição não é decorativa. Nesse caso, funciona como um método de organização, pois, ao repetir elementos semelhantes, o artista cria um ritmo visual.

Já a estrutura diz respeito à maneira como esses elementos se sustentam e se relacionam no espaço. A preocupação com organização, equilíbrio e clareza formal é central na produção apresentada na megaexposição.
Influências artísticas e intelectuais
A formação de Sergio foi construída em diálogo com o pensamento e a arte europeia do pós-guerra. Em Paris, ele estudou filosofia na Universidade de Sorbonne e teve aulas com Gaston Bachelard — as reflexões do filósofo sobre matéria, forma e imaginação tiveram impacto na prática escultórica do artista.
No campo das artes visuais, teve contato com artistas ligados ao abstracionismo, corrente que abandona a representação de figuras reconhecíveis para trabalhar formas, linhas e cores de maneira não figurativa. Também se aproximou do construtivismo, movimento que valoriza organização geométrica, estrutura e racionalidade formal.

Entre as referências com as quais teve contato estão Hans Arp e Georges Vantongerloo, além da convivência com o escultor romeno Constantin Brancusi, conhecido pelo rigor formal e pela busca da síntese das formas. Essas influências ajudam a compreender a ênfase na clareza estrutural e na pesquisa com materiais presentes nas obras.
É Pau, É Pedra… traz uma leitura de diferentes fases de Sergio Camargo
Sob o nome de É Pau, É Pedra…, a megaexposição propõe uma visão abrangente da produção do artista, o que permite perceber como essas investigações formais se mantêm ao longo do tempo — ainda que com variações e aprofundamentos.
Com essas referências, o visitante consegue observar não apenas as formas, e também os princípios que organizam cada uma das 200 obras apresentadas.

Não perca!
Para quem quiser conferir todos esses detalhes, é possível encontrar a mostra em cartaz até 13 de março, no foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com entrada gratuita, a visitação acontece de quarta à segunda-feira, das 12h às 20h.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo MetrópolesVisitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












