Conheça os núcleos que compõem exposição de Sergio Camargo no DF
Mostra no Teatro Nacional reúne cerca de 200 obras e propõe um percurso sensorial pela luz, ritmo e formas
atualizado
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Com cerca de 200 obras, a exposição É Pau, É Pedra… ocupa o foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro até 13 de março, propondo uma imersão na trajetória de Sergio Camargo. A mostra, promovida pelo Metrópoles, organiza o conjunto em núcleos que revelam diferentes momentos e experimentações do artista, destacando a coerência de sua pesquisa ao longo das décadas.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Segundo o curador Marcello Dantas, a expografia foi pensada como uma travessia sensorial. A proposta é conduzir o visitante por um caminho em que luz, ritmo e matéria dialogam de forma contínua. “Há uma sintonia entre música e escultura, entre pausa e movimento. Em Camargo, a forma nasce do silêncio e se constrói pela repetição e pela luz”, resume.

Os eixos da mostra
Urbe
Estruturas geométricas se organizam como uma cidade imaginária. A repetição de módulos cria paisagens abstratas que sintetizam o pensamento construtivo do artista.
Corpo
Antes da abstração radical, surgem figuras femininas em bronze, contorcidas e densas. São trabalhos que revelam o corpo como origem da investigação formal.
Jardim Suspenso
O mármore negro belga aparece como contraponto dramático aos relevos brancos. As superfícies alongadas e angulosas intensificam o jogo entre sombra e claridade.
Relevantes
Aqui nascem os célebres relevos brancos: cilindros de madeira pintados e aplicados em planos inclinados, criando vibrações visuais que mudam conforme a incidência de luz.
Xadrez
Introduzido na obra de Camargo em 1973, o jogo ganha espaço interativo na exposição. Três tabuleiros ficam disponíveis ao público, ampliando a ideia de combinação, estratégia e movimento.
Relva
O mármore de Carrara evidencia a relação entre matéria e iluminação. A superfície homogênea reage sutilmente à luz, elemento central na construção das obras.

Atelier
Uma ambientação simbólica recria os espaços de criação do artista, da Itália ao Rio de Janeiro, reunindo ferramentas e objetos que ajudam a compreender seu processo.
Pai
O documentário Se meu pai fosse de pedra, dirigido por Maria Camargo, apresenta um retrato íntimo do escultor a partir das memórias da filha, revelando aspectos pessoais que atravessam sua produção artística.
É Pau, É Pedra…
A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, o projeto amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo MetrópolesVisitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.
Diariamente, das 12h às 20h












