Saiba como obras de Sergio Camargo e Oscar Niemeyer dialogam entre si
A exposição dedicada a Sergio Camargo está aberta ao público de forma gratuita no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
atualizado
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Não é preciso entrar na plateia para assistir a um espetáculo. Desde dezembro, um grande ato acontece antes mesmo das portas da Sala Villa-Lobos se abrirem. O foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro virou cenário para uma coreografia silenciosa de volumes e cortes com as esculturas expostas na mostra É Pau, É Pedra…, dedicada a Sergio Camargo.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Organizada pelo Metrópoles e com curadoria de Marcello Dantas, a mostra apresenta cerca de 200 obras que evidenciam a assinatura inconfundível do artista: relevos brancos, cortes precisos e uma investigação quase obsessiva sobre como a iluminação interfere na percepção das formas. Cada peça parece se modificar ao longo do dia, reagindo às variações de sombra e intensidade luminosa.
O diálogo das obras com Brasília é inevitável. Assim como a cidade projetada por Oscar Niemeyer se estrutura a partir de linhas e da interação com o céu aberto do Planalto Central, os trabalhos de Camargo exploram a relação entre geometria e espaço.
O resultado é uma experiência que não se limita à contemplação estática: o visitante é convidado a circular, observar de diferentes ângulos e perceber como a matéria se transforma diante dos olhos.


Além disso, o ocupar um dos endereços culturais mais simbólicos da capital, a iniciativa reforça a vocação do Teatro Nacional como ponto de convergência artística. Mais do que uma retrospectiva, a exposição se afirma como uma imersão sensorial que celebra a força da forma reduzida ao essencial — e prova que, mesmo sem subir ao palco, a arte pode roubar completamente a cena.
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)












