Sergio Camargo: série Relevos em destaque em megaexposição no DF

Mostra gratuita no Teatro Nacional traz cilindros brancos do escultor Sergio Camargo e explora luz, sombra e volume nas obras

atualizado

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Sergio Camargo
1 de 1 Sergio Camargo - Foto: Metrópoles

Desde 10 de dezembro, o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, recebe a exposição “É Pau, É Pedra…”, dedicada à série Relevos do escultor Sergio Camargo. As obras, em sua simplicidade, revelam complexas interações de luz, sombra e ritmo, reafirmando a força e atualidade do artista na cena da escultura brasileira.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Entenda

  • Série central da exposição: os Relevos consistem em cilindros de madeira pintados de branco, organizados sobre o plano para criar padrões de luz e sombra.
  • Técnica inovadora: Camargo desenvolveu métodos como relevos invertidos em gesso, que depois eram fundidos em bronze, introduzindo elementos de acaso e autogeração.
  • Reconhecimento internacional: a série rendeu ao artista o Prêmio Internacional de Escultura na 3ª Bienal de Paris, em 1963, e parte das obras integra acervos internacionais.
  • Acesso gratuito no DF: o público pode conferir gratuitamente a mostra no foyer da Sala Villa-Lobos, no coração de Brasília.

Da experiência europeia ao estilo próprio

Versátil e determinado, Sergio Camargo transitou por diferentes estilos antes de consolidar sua linguagem. Durante os anos 1960 e 1970, viveu em Paris e Massa, absorvendo referências culturais e teóricas, inclusive do curso de sociologia da arte ministrado por Pierre Francastel, na École Pratique des Hautes Études.

Suas experiências em gesso – pressionando materiais, criando relevos invertidos e fundindo-os em bronze – abriram caminho para a série que o consagraria.

A descoberta da luz e do relevo

Em 1963, em seu ateliê em Malakoff, Camargo observou, ao cortar uma maçã, a interação dos planos e da luz. Esse momento cotidiano inspirou a criação dos Relevos: cilindros de madeira brancos sobre um plano, que exploram a incidência da luz para revelar ritmo, profundidade e movimento visual.

O trabalho reflete o diálogo entre natureza e cultura, um elemento central na produção do artista.

Legado e visitação

Após apresentar os primeiros Relevos na 3ª Bienal de Paris, Camargo recebeu reconhecimento internacional. O Relevo nº 1 foi adquirido pelo Centre National d’Art Contemporain, e os trabalhos seguiram em exposições por cidades francesas como Annecy, Nice, Lyon e Le Havre.

Agora, a série pode ser apreciada gratuitamente em Brasília, permitindo ao público experimentar de perto a relação entre forma, luz e sombra que tornou Sergio Camargo um dos pilares da escultura brasileira.

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E apresenta sua genialidade aos brasilienses
E apresenta sua genialidade aos brasilienses
Obra de Sergio Camargo
E apresenta sua genialidade aos brasilienses
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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF

Divulgação
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Obra de Sergio Camargo

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E apresenta sua genialidade aos brasilienses

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles

Exposição É Pau, É Pedra…

A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópolesa mostra conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

Sergio Camargo

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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