Movimento sem deslocamento: Sérgio Camargo e a arte cinética
Sergio Camargo criou várias obras com foco na arte cinética; algumas delas podem ser vistas na exposição É Pau, É Pedra…, em Brasília
atualizado
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Sergio Camargo foi um escultor e artista plástico brasileiro de renome internacional. Suas obras estão exibidas na exposição É Pau, É Pedra…, em cartaz no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília. Realizada pelo Metrópoles, a mostra vai até 13 de março e reúne referências de movimentos, com a arte cinética.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Entenda o que é arte cinética
- Movimento artístico do século XX que foca no movimento como elemento central, seja físico ou ilusório.
- Para isso, usa-se ilusão de ótica, motores, vento ou a interação do espectador, explorando a dinâmica visual.
- Muitas obras exigem a participação do público para ter seu efeito completo.
- Motores, luz e materiais diversos, como metal, plástico e madeira, costumam ser usados.
- Alexander Calder, Marcel Duchamp, Victor Vasarely & Jesus Rafael Soto, e Lygia Clark & Abraham Palatnik são alguns dos artistas conhecidos pela arte cinética.

De acordo com Renata Azambuja, pesquisadora em história e teoria da arte, curadora de arte e educadora, a arte cinética é uma categoria de trabalho em que uma pessoa, ao se colocar na frente de uma obra, passa a integrá-la por meio de efeitos ópticos.
“Esses efeitos dão a impressão de que a obra está se mexendo. Então esse movimento, de fato, está na obra de Sergio Camargo; há a ideia de movimento para o espectador”, explica a especialista ao Metrópoles.
Renata, entretanto, esclarece que a obra de Sergio Camargo não se enquadra diretamente na arte cinética. “Não que ele tivesse filiado a essa escola… ele não se colocava nesse lugar, mas era um cara que absorvia as artes da sua época. Ele ia repetindo formas e criando um ritmo. É esse ritmo que dá a ideia de repetição com variáveis”, explica.



Como Sergio Camargo integrava arte cinética às obras
Segundo Renata, as obras de Sergio Camargo possuem vários volumes associados que, muitas vezes, não estão obedecendo uma sequência muito lógica. Porém, tem uma movimentação muito dinâmica.
“Isso faz com que o espectador esteja à frente de volumes que são estáticos, mas, ao mesmo tempo, que conduzem, no nosso olhar e na nossa mente, o movimento. É isso que ele faz quando começa a trabalhar dessa maneira”, diz a pesquisadora.
Ela, então, acrescenta: “A arte de Camargo é construtiva, não é nem abstrato. Ele trabalha com a própria forma. Isso já vai fazer com que a escultura se mova.”
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. A mostra conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos. A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)
