Sergio Camargo: conheça os núcleos da megaexposição gratuita no DF
A megaexposição gratuita dedicada a Sergio Camargo é uma iniciativa do Metrópoles e fica aberta ao público até 6 de março
atualizado
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A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo segue em cartaz até 6 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras, que estão separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Ao Metrópoles o curador da mostra, Marcello Dantas, explica que a exposição foi concebida como um “percurso do olhar”, aproximando os visitantes da poética particular de Camargo. A exposição reúne obras que evidenciam seus gestos mais característicos, como diálogo entre módulos, superfícies recortadas e composições em ritmo quase hipnótico.
“A exposição celebra essa harmonia entre música e escultura, entre ritmo e luz — lembrando-nos que, em Camargo, como em Jobim, o Brasil se traduz na inteligência do olhar e na delicadeza do silêncio”, diz Dantas.

Abaixo, confira os principais núcleos da megaexposição gratuita de Sergio Camargo no DF:
Urbe
Pequenas peças geométricas que, combinadas de diferentes maneiras, formam infinitas variações e composições. Na mostra, elas estão dispostas como uma espécie de cidade em miniatura, revelando um panorama que abrange quase toda a sua linguagem.
Corpo
Figuras femininas em bronze – agachadas, torcidas, retorcidas… – que antecedem a abstração. O corpo como origem da forma.

Jardim Suspenso
O uso do mármore negro belga como contraponto à luz branca, explorando o reflexo e a sombra. Camargo tinha o costume de usar o negro belga em esculturas de formas alongadas e ângulos acentuados.
Relevantes
O nascimento dos relevos brancos. São pequenos cilindros de madeira pintados de branco e dispostos sobre uma superfície plana em diferentes inclinações.

Xadrez
O jogo de xadrez entra na produção de Sergio Camargo, em 1973. No Teatro Nacional, há três reproduções, disponíveis ao público para jogar. É um convite à observação e à imaginação, para explorar as inúmeras possibilidades que surgem da combinação dos movimentos.

Relva
O mármore de Carrara como origem e substância, cuja superfície lisa e homogênea reage de modo singular à luz, elemento central em sua pesquisa.
Atelier
Reprodução simbólica de seus espaços de criação — da Itália a Jacarepaguá — como lugares de contemplação. Possui peças e ferramentas que o artista usou nos seus últimos anos de vida.

Pai
O documentário Se meu pai fosse de pedra, dirigido por Maria Camargo, revela o artista por meio do olhar da filha. Maria recupera pequenos gestos, predileções, frases datilografadas e sinais deixados pela casa após sua morte para recontar essa história.
É Pau, É Pedra…
A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, o projeto amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 6 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.
Diariamente, das 12h às 20h










