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Vida & Estilo

Sérgio Camargo, o escultor brasileiro de projeção internacional

Premiado nas bienais de Paris e São Paulo, o escultor construiu carreira sólida na Europa e integrou coleções de museus internacionais

Repórter de Vida & Estilo19/01/2026 02:00, atualizado 04/02/2026 15:16
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Sergio Camargo
Sérgio Camargo, o escultor brasileiro de projeção internacional

“Sérgio Camargo é, sem sombra de dúvida, um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos.” A avaliação é da professora Maria de Fátima Morethy Couto, do Instituto de Artes da Unicamp, que destaca o reconhecimento internacional conquistado pelo artista ainda jovem, especialmente a partir dos anos 1960.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Segundo a pesquisadora, um ponto decisivo na trajetória do escultor foi o prêmio recebido na 3ª Bienal de Paris, em 1963, quando Camargo tinha apenas 33 anos.

“Eu diria que um ponto de inflexão na carreira dele é esse prêmio que ele ganha na Bienal de Paris”, afirma. Dois anos depois, o escultor foi consagrado como melhor escultor na 8ª Bienal de São Paulo, consolidando sua projeção também no Brasil.

Na sequência, Camargo representou o país em eventos de grande relevância internacional. “Em 1966, ele vai para a Bienal de Veneza, representa o Brasil e participa da Documenta de Kassel (1968), na Alemanha, tudo isso nos anos 1960”, explica a professora, ao contextualizar a presença do artista nos principais circuitos da arte contemporânea da época.

Ele morreu em 1990

Escultor morou na França

Morando na França entre 1961 e 1974, Camargo construiu carreira sólida na Europa. “Ele é um dos artistas brasileiros que mais teve reconhecimento internacional, mais vendeu seu trabalho”, destaca Maria de Fátima.

Entre os indicadores desse sucesso está a aquisição de uma obra pela Tate Gallery ainda nos anos 1960. “O fato de um trabalho dele ter sido comprado pela Tate naquele momento mostra como a circulação internacional da obra era sólida.”

Mesmo após retornar ao Brasil, em 1974, por motivos familiares, o escultor manteve o prestígio conquistado. “Ele volta para o Brasil já com um reconhecimento muito consistente lá fora”, afirma a pesquisadora, ressaltando que Camargo continuou sendo respeitado pela crítica e pelo mercado até o fim de sua carreira.

Exposição É Pau, É Pedra…

A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras, que estão separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.

Sérgio Camargo, o escultor brasileiro de projeção internacional - destaque galeria
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A visitação vai até 13 de março
Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Sergio Camargo
Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
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A visitação vai até 13 de março
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A visitação vai até 13 de março

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Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
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Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional

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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF
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Sergio Camargo ganha exposição inédita no DF

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Criações de Sergio Camargo
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Criações de Sergio Camargo

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A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, o projeto amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço 

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.

Diariamente, das 12h às 20h

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