Sérgio Camargo, o escultor brasileiro de projeção internacional
Premiado nas bienais de Paris e São Paulo, o escultor construiu carreira sólida na Europa e integrou coleções de museus internacionais
atualizado
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“Sérgio Camargo é, sem sombra de dúvida, um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos.” A avaliação é da professora Maria de Fátima Morethy Couto, do Instituto de Artes da Unicamp, que destaca o reconhecimento internacional conquistado pelo artista ainda jovem, especialmente a partir dos anos 1960.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Segundo a pesquisadora, um ponto decisivo na trajetória do escultor foi o prêmio recebido na 3ª Bienal de Paris, em 1963, quando Camargo tinha apenas 33 anos.
“Eu diria que um ponto de inflexão na carreira dele é esse prêmio que ele ganha na Bienal de Paris”, afirma. Dois anos depois, o escultor foi consagrado como melhor escultor na 8ª Bienal de São Paulo, consolidando sua projeção também no Brasil.
Na sequência, Camargo representou o país em eventos de grande relevância internacional. “Em 1966, ele vai para a Bienal de Veneza, representa o Brasil e participa da Documenta de Kassel (1968), na Alemanha, tudo isso nos anos 1960”, explica a professora, ao contextualizar a presença do artista nos principais circuitos da arte contemporânea da época.

Escultor morou na França
Morando na França entre 1961 e 1974, Camargo construiu carreira sólida na Europa. “Ele é um dos artistas brasileiros que mais teve reconhecimento internacional, mais vendeu seu trabalho”, destaca Maria de Fátima.
Entre os indicadores desse sucesso está a aquisição de uma obra pela Tate Gallery ainda nos anos 1960. “O fato de um trabalho dele ter sido comprado pela Tate naquele momento mostra como a circulação internacional da obra era sólida.”
Mesmo após retornar ao Brasil, em 1974, por motivos familiares, o escultor manteve o prestígio conquistado. “Ele volta para o Brasil já com um reconhecimento muito consistente lá fora”, afirma a pesquisadora, ressaltando que Camargo continuou sendo respeitado pela crítica e pelo mercado até o fim de sua carreira.
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras, que estão separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, o projeto amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional.
Diariamente, das 12h às 20h














