De Paris ao mundo: a formação internacional de Sergio Camargo
A longa temporada do escultor brasileiro Sergio Camargo na França moldou sua obra abstrata e garantiu reconhecimento crítico e comercial
atualizado
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O renomado escultor Sergio Camargo construiu uma carreira marcada pelo prestígio internacional, especialmente na França, onde viveu por mais de uma década. Premiado ainda jovem, ele desenvolveu uma escultura abstrata centrada na forma, que conquistou colecionadores e críticos ao redor do mundo.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A trajetória de Sergio Camargo está profundamente ligada à Europa, especialmente à França, onde consolidou sua formação e se inseriu em um ambiente de intensa reflexão sobre a abstração.
“É nesse período que a abstração está sendo muito pensada e criticada, sobretudo na Europa”, explica a professora Maria de Fátima Morethy Couto, do Instituto de Artes da Unicamp.
Ainda jovem, o artista conquistou reconhecimento internacional ao vencer o prêmio da Bienal de Paris, em 1963. Para a professora, esse prêmio foi um divisor de águas. “Eu diria que é um ponto de inflexão”, afirma. A partir dali, Camargo passou a circular com mais força em grandes eventos e galerias internacionais.
Nos anos seguintes, representou o Brasil na Bienal de Veneza e na Documenta de Kassel, além de expor em diversos países europeus. Sua obra passou a ser representada pela Galeria Gimpel, uma das mais importantes do circuito europeu, e adquiriu visibilidade tanto crítica quanto comercial.
O reconhecimento também se reflete na presença de suas obras em coleções públicas internacionais, como a Tate Gallery, em Londres, que adquiriu uma de suas obras ainda nos anos 1960. Segundo Maria de Fátima, esse é um forte indicativo da “circulação internacional bastante sólida” da produção de Camargo.
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)















