Saiba por que Sergio Camargo preferia usar branco em suas obras
“A cor interfere no sentido negativo para revelar o trabalho”, revelou o escultor e artista renomado Sergio Camargo
atualizado
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Conhecido como um dos maiores escultores e artistas plásticos brasileiros de todos os tempos, Sergio Camargo influenciou o mundo com sua arte única. Suas obras são, em maioria, feitas em relevos e com materiais que incluem madeira, mármore branco e negro belga. Cerca de 200 delas, inclusive, podem ser vistas na Exposição É Pau, é Pedra… no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Apesar do uso de diferentes materiais para a composição de suas obras, o próprio Sergio Camargo já declarou sua preferência pela cor branca. De acordo com o artista, a incidência da luz potencializava a leitura do trabalho, evidenciando suas nuances de luz e sombra.
“Eu não sei pensar com as cores. Admiro os grandes pintores, e certamente não posso deixar de reconhecer que gosto da cor. Mas não é o meu meio. Meu raciocínio é espacial, e a cor não tem função nele”, comentou o artista. As informações são do livro Sergio Camargo – Luz e Matéria.


Embora o carioca já tenha desenvolvido maquetes em vermelho e azul e outras obras mais diferentes, tudo não passou de “apenas uma experiência”, conforme ele descreve.
“A cor interfere no sentido negativo para revelar o trabalho. Pode até ficar bonito, enfim, mas não é o que me interessa. E eu não vivo a cor como meio de expressão. Eu fluo a cor dos outros, a vida, a natureza”, explicou o escultor.
Sergio Camargo ainda dizia que o uso do branco não era por estética, mas sim por ética. Afinal, para ele, a cor era uma maneira de “não mentir” ao espectador. Além disso, podia distrair quem olha a obra.

Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)










