O legado de Sergio Camargo entre crítica, acervos e atualidade
Arquivos acessíveis, análises de críticos e reconhecimento duradouro reforçam a importância de Sergio Camargo para novas gerações
atualizado
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Além da produção artística, Sergio Camargo deixou um legado documental raro no contexto brasileiro. “Os documentos pessoais dele, correspondências e artigos de jornal estão hoje em posse do Instituto de Arte Contemporânea”, explica Maria de Fátima Morethy Couto, professora do Instituto de Artes da Unicamp. O acervo foi doado pela família do artista e pela galerista Raquel Arnaud.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Para a professora, a existência desse material acessível ao público permite uma leitura aprofundada da carreira do escultor. “Isso é raro no Brasil. Não são tantos artistas assim aos quais podemos ter acesso a vários documentos sobre ele”, afirma, comparando a iniciativa ao Projeto Portinari, dedicado à obra de Cândido Portinari.

A recepção crítica da obra do escultor também foi ampla e qualificada. “Quem escreveu muito sobre ele no Brasil foi o Ronaldo Brito”, lembra a pesquisadora. No exterior, o artista foi analisado por críticos como Denis Chevalier, na França, e Guy Brett, na Inglaterra, evidenciando o alcance internacional de sua produção.
Maria de Fátima ressalta que o reconhecimento de Camargo se manteve ao longo do tempo. “É um artista que conquistou o reconhecimento da crítica qualificada, mas também a admiração de colecionadores e instituições”, afirma. Suas obras integram importantes coleções públicas internacionais, o que reforça essa permanência.
Sergio Camargo morreu em 1990, mas, segundo a professora, sua obra segue atual. “Esse respeito dele é um respeito sólido e que se mantém no tempo”, conclui. Para ela, é fundamental que o trabalho do escultor continue sendo exibido e estudado. “É muito importante que o trabalho dele seja mostrado para as novas gerações.”
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras, que estão separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
A realização da exposição reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, o projeto amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Serviço
Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)














