Luz, sombra e vida: a força sensorial dos relevos de Sergio Camargo
Sergio Camargo criou relevos em madeira pintada de branco que exploram luz e tridimensionalidade, criando experiências sensoriais únicas
atualizado
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Entre os trabalhos mais reconhecidos de Sergio Camargo estão os relevos abstratos em madeira, que transformam pequenos blocos em experiências visuais complexas. Combinando forma, luz e sombra, essas obras transitam entre pintura e escultura e revelam a precisão do artista na abstração.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
A pesquisa de Camargo sobre a forma encontra expressão máxima nos relevos abstratos em madeira pintada de branco. Pequenos blocos cortados e organizados em diferentes direções criam intensos efeitos de luz e sombra, transformando materiais simples em experiências sensoriais sofisticadas.
Segundo a professora Maria de Fátima Morethy Couto, o impacto das obras não está na cor, e sim na disposição das peças.
“Não é pela cor, mas pelas direções em que esses toquinhos de madeira são cortados e juntados”, explica. A interação da luz com os volumes cria sombras que se modificam conforme o ponto de vista do observador.
Pensados para serem expostos na parede, os relevos transitam entre pintura e escultura. “Eles são para serem expostos como uma pintura, mas têm uma tridimensionalidade muito forte”, afirma a professora.
Essa ambiguidade reforça o caráter experimental do trabalho e amplia a experiência do público.
Os relevos foram decisivos para a projeção internacional de Camargo. Amplamente exibidos e vendidos em galerias europeias, despertaram a atenção da crítica e de colecionadores. Para Maria de Fátima, sintetizam o núcleo do pensamento do artista: “É um trabalho que pensa a forma em si, não a forma representando algo para além dela”. Uma investigação rigorosa que mantém sua força e atualidade ao longo do tempo.
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, segue em cartaz até 13 de março, no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. Promovida pelo Metrópoles, a mostra conta com cerca de 200 obras separadas em núcleos — um convite para o público compreender a coerência e a amplitude da pesquisa do artista.
O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
ServiçoExposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles
Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional
De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)























