Pescoço, mãos e colo envelhecem antes do rosto, alerta dermatologista
Características biológicas dessas regiões e a falta de proteção diária aceleram o surgimento precoce de manchas, rugas e flacidez

O surgimento de rugas, flacidez e manchas nas mãos, no pescoço e no colo tem ocorrido de forma precoce e antes mesmo dos primeiros sinais aparecerem na face dos pacientes nos consultórios dermatológicos de todo o país. A dermatologista Joana Petito Magnavita, explica que o fenômeno acontece porque essas áreas possuem uma pele naturalmente mais fina, menor quantidade de colágeno e sofrem exposição solar diária contínua.
Como a maioria das pessoas concentra a rotina de hidratação e fotoproteção apenas no rosto, essas três regiões acabam desprotegidas e esquecidas por longos períodos, acelerando o desgaste tecidual.
Entenda
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Anatomia frágil: o pescoço, o colo e as mãos possuem uma camada cutânea mais fina e menos fibras de sustentação que a face.
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Exposição contínua: por ficarem descobertas, essas áreas sofrem agressões diárias da radiação solar e da poluição sem barreira protetora.
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Esquecimento na rotina: o hábito cultural de aplicar cremes anti-idade e filtros solares restringe-se quase sempre à pele do rosto.
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Mudança no mercado: a busca por procedimentos estéticos e bioestimuladores focados no corpo disparou devido à nova percepção dos pacientes.
“Muitas pessoas olham apenas para o rosto, mas regiões como pescoço, mãos e colo costumam apresentar os primeiros sinais do envelhecimento e podem revelar mudanças antes mesmo da face. São áreas mais delicadas e que, muitas vezes, recebem menos cuidados do que deveriam”, explica a dermatologista Joana Petito Magnavita.

A médica ressalta que o movimento repetitivo diário e as alterações biológicas do organismo ao longo dos anos agravam a perda de firmeza local. Por se tratar de um processo cumulativo, a negligência com o protetor solar nessas áreas faz com que o contraste de envelhecimento entre o rosto jovem e o restante do corpo fique cada vez mais evidente com o passar da idade.
Essa quebra de expectativa dos pacientes transformou o comportamento do mercado de estética nos últimos anos. Se antes as buscas por rejuvenescimento eram focadas exclusivamente na face, o consumidor atual compreendeu que a harmonia estética depende do tratamento integral do corpo. Os injetáveis que estimulam o organismo a produzir novas células estruturais agora cobrem áreas que antes passavam despercebidas nas clínicas.
“Durante muito tempo a atenção esteve concentrada apenas no rosto. Hoje as pessoas entendem que mãos, colo, pescoço e outras regiões também revelam os sinais da idade e passaram a buscar cuidados para essas áreas”, afirma Bernardo, diretor de uma marca especializada em bioestimuladores de colágeno. O executivo aponta que a indústria precisou diversificar suas tecnologias para atender a essa demanda por tratamentos corporais preventivos.

Para reverter ou amenizar o impacto do tempo, os especialistas reforçam que a prevenção básica em casa ainda é o método mais eficaz e acessível. Criar o hábito de estender a aplicação do filtro solar e do hidratante facial até a linha do peito e nas costas das mãos faz toda a diferença a longo prazo.
“Muitas vezes a idade não aparece primeiro no rosto. Ela surge justamente nas regiões que as pessoas costumam esquecer de cuidar. Por isso os cuidados com a pele precisam ir além da face”, conclui a dermatologista Joana Petito.

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