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Mirelle Pinheiro

Mauro Mendes é alvo da PF por suspeita de desvio de R$ 308 milhões

Ao todo, policiais federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará

06/08/2026 08:58, atualizado 07/08/2026 06:46
Mayke Toscano/Secom-MT
Mauro Mendes, governador de Mato Grosso

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6/8), a Operação Heritage para investigar suposto esquema de desvio de recursos públicos que pode ter causado prejuízo superior a R$ 308 milhões no Mato Grosso (MT).

O ex-governador Mauro Mendes (foto de destaque) e o deputado federal Fábio Gracia, ambos do União Brasil, estão entre os alvos dos mandados de busca e apreensão. A operação mira, também, desembargadores e um procurador do estado do MT.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da operação, o bloqueio de bens de até R$ 316 milhões, o recolhimento dos passaportes para impedir a saída do país e a proibição de contato entre os investigados, entre outras medidas cautelares. 

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Segundo a PF, as diligências tiveram início a partir da análise de acordo entre o Governo de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia para a restituição de valores relacionados a uma disputa tributária.

A corporação aponta indícios de que a operação financeira foi usada para desviar recursos públicos por meio de fundos de investimento e empresas de fachada.

A investigação apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.

Ao todo, policiais federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Em vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais, Mauro Mendes declarou que não houve ilegalidade no tratado.  “Esse acordo passou por diversos procuradores, foi homologado pela Justiça, analisado como legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Portanto, o pagamento feito pelo Governo do Estado foi correto, está dentro da legalidade”.

Ele ainda acrescentou que nem ele nem seus familiares possuem vínculo com os fundos recebedores dos recursos.