Mounjaro e afins: como adaptar o treino ao uso de caneta emagrecedora
O uso de canetas emagrecedoras exige adaptação em todo o estilo de vida. Especialista comenta recomendações e principais impactos no treino

Com o uso crescente de canetas emagrecedoras, muitas pessoas focam apenas no emagrecimento e esquecem de entender as mudanças necessárias no estilo de vida. Para quem faz uso de medicamentos como tirzepatida e semaglutida, é importante considerar, por exemplo, adaptações nos treinos de força — considerando a ingestão alimentar e velocidade da perda de peso.

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Em entrevista ao Metrópoles, a educadora física Eliz Vessoni explica que, de forma geral, não é necessário abandonar ou reduzir automaticamente os exercícios, mas sim adaptá-los de acordo com cada caso. “Especialmente nas primeiras semanas ou após o aumento da dose, pode ser necessário diminuir temporariamente o volume ou a intensidade do treino caso apareçam fraqueza, náusea ou fadiga.”
Isso porque, segundo a especialista, os medicamentos podem, junto à perda de gordura, eliminar massa magra também. “É importante lembrar que massa magra não significa exclusivamente músculo, mas essa perda reforça a necessidade de preservar a musculatura durante o tratamento”, lembra.
Comida faz toda diferença
Eliz ressalta ainda que a redução inadequada de calorias pode aumentar o impacto no treino. Entre os principais prejuízos, estão cansaço, queda de rendimento e pior recuperação após os exercícios.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloAlém disso, náuseas, vômitos e desconfortos gastrointestinais dificultam a alimentação e a hidratação — essenciais para executar a musculação.
“Uma pessoa que treinava normalmente e, depois de iniciar ou aumentar a dose da medicação, começa a apresentar queda persistente de rendimento, dificuldade de recuperação ou fraqueza deve conversar com os profissionais que acompanham o tratamento. A solução não é necessariamente treinar menos. Pode ser necessário rever alimentação, hidratação, ingestão de proteínas, organização do treino e até a progressão da medicação”, enfatiza.
Sugestão de rotina
Por último, a educadora física reforça a importância da musculação para o emagrecimento e deixa uma sugestão de treino para quem está fazendo uso das canetas:
- Musculação pelo menos duas a três vezes por semana, trabalhando os principais grupos musculares e buscando uma progressão adequada de cargas e estímulos.
- Exercício aeróbico pode complementar o programa com atividades como caminhada, bicicleta, corrida ou natação, com intensidade e duração ajustadas ao condicionamento da pessoa.
“Mais do que estabelecer uma proporção rígida entre musculação e aeróbico, é garantir três pontos: estímulo muscular, alimentação suficiente em proteínas e nutrientes e recuperação. As canetas emagrecedoras não substituem exercício nem hábitos alimentares adequados”, encerra.



















