Excesso de açúcar pode afetar a imunidade? Entenda os riscos à saúde

Consumo elevado de açúcar prejudica as células de defesa e favorece inflamações, tornando o corpo mais suscetível a doenças

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Foto de açúcar em colher e cumbuca - Metrópoles
1 de 1 Foto de açúcar em colher e cumbuca - Metrópoles - Foto: Freepik

O consumo de açúcar é onipresente na dieta moderna, mas o preço dessa indulgência pode ser pago pelo sistema de defesa do corpo. Especialistas alertam que o excesso de glicose vai além das calorias vazias: ele atua diretamente na capacidade do organismo de combater invasores.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que o açúcar não ultrapasse 5% da ingestão calórica diária, um limite facilmente rompido pelo consumo de ultraprocessados e bebidas adoçadas.

Entenda

  1. Paralisia temporária: o consumo excessivo pode reduzir a eficiência dos glóbulos brancos, as células que combatem vírus e bactérias, poucas horas após a ingestão.

  2. Foco no intestino: cerca de 70% do sistema imunológico está no intestino; o açúcar desequilibra a flora intestinal, prejudicando essa barreira.

  3. Estado inflamatório: níveis altos de glicose no sangue estimulam processos inflamatórios constantes, que sobrecarregam as defesas do corpo.

  4. Doenças crônicas: a longo prazo, o açúcar favorece a obesidade e o diabetes tipo 2, condições que comprometem severamente a resposta imune.

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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial
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A palavra "açúcar" refere-se a uma substância cristalizada, geralmente a sacarose, utilizada para adoçar alimentos e bebidas
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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial
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A ciência por trás da defesa comprometida

De acordo com o médico Carlos Alberto Reyes Medina, a relação entre o que comemos e como nos defendemos de doenças é direta. O açúcar em excesso não é apenas um combustível, mas um agente que interfere na sinalização celular.

“O consumo elevado de açúcar pode interferir na resposta do organismo a agentes infecciosos. O excesso de glicose no sangue está associado a processos inflamatórios e pode comprometer a atuação das células de defesa, tornando o corpo mais suscetível a infecções”, explica o especialista.

Esse impacto não é apenas crônico, mas também agudo. Estudos indicam que após uma “dose” exagerada de doces, o sistema imune pode operar com capacidade reduzida por várias horas, criando uma janela de vulnerabilidade.

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Equilíbrio e moderação

A questão central não é a proibição total, mas a consciência sobre os hábitos. Medina ressalta que o corpo humano responde melhor à regularidade e que pequenas mudanças na rotina são capazes de fortalecer a imunidade de forma significativa.

“Observar o consumo de açúcar não significa restrição total, mas sim equilíbrio. O organismo tende a responder melhor quando há moderação e regularidade nos hábitos alimentares”, pontua o médico.

Para manter o sistema imunológico em dia, a recomendação é priorizar alimentos in natura, manter-se hidratado e não esquecer dos pilares complementares: sono de qualidade e atividade física regular. Quando o açúcar deixa de ser o protagonista da dieta, a saúde assume o comando, afirma o diretor médico da Carnot Laboratórios.

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