Excesso de açúcar no sangue pode afetar a vida sexual; entenda

Problemas vasculares, hormonais e nervosos, ligados ao excesso de açúcar, podem reduzir o desejo sexual e até causar disfunção erétil

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1 de 1 posições vida sexual - Foto: Getty Images

Quando se fala em glicemia alta, muita gente pensa apenas em riscos como infarto ou problemas renais. Mas, segundo a endocrinologista Fernanda Parra, o impacto chega também à vida sexual e de forma mais direta do que se imagina. “O excesso de açúcar danifica vasos e nervos, fundamentais para a resposta sexual”, afirma.

Manter a glicose elevada por longos períodos desencadeia um processo chamado glicação, que “machuca” as paredes dos vasos. Esses vasos ficam mais rígidos, estreitos e inflamados, o que reduz o fluxo sanguíneo para o corpo, inclusive para os órgãos genitais.

Nos homens, isso significa dificuldade para obter e sustentar a ereção. Nas mulheres, menos irrigação resulta em lubrificação insuficiente e sensibilidade menor.

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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial
O consumo excessivo de açúcar pode levar ao aumento de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não exceda 10% das calorias diárias
Substituir bebidas açucaradas por água, sucos naturais ou chás pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar
Existem alternativas naturais ao açúcar, como adoçantes naturais e frutas com baixo índice glicêmico
A palavra "açúcar" refere-se a uma substância cristalizada, geralmente a sacarose, utilizada para adoçar alimentos e bebidas
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A palavra "açúcar" refere-se a uma substância cristalizada, geralmente a sacarose, utilizada para adoçar alimentos e bebidas

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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial
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Existem diferentes tipos de açúcar, como o refinado, o cristal, o mascavo, o demerara e o de coco. O refinado é o mais prejudicial

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O consumo excessivo de açúcar pode levar ao aumento de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde
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O consumo excessivo de açúcar pode levar ao aumento de peso, diabetes, hipertensão e outros problemas de saúde

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não exceda 10% das calorias diárias
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcar não exceda 10% das calorias diárias

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Substituir bebidas açucaradas por água, sucos naturais ou chás pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar
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Substituir bebidas açucaradas por água, sucos naturais ou chás pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar

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Existem alternativas naturais ao açúcar, como adoçantes naturais e frutas com baixo índice glicêmico
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Existem alternativas naturais ao açúcar, como adoçantes naturais e frutas com baixo índice glicêmico

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Nervos afetados: queda de sensibilidade e dificuldade de excitação

Segundo a médica, a glicose alta também interfere nos nervos responsáveis pelo prazer. “Nos homens a sensibilidade do pênis pode diminuir, dificultando até o início da ereção. Nas mulheres, a redução da sensibilidade na vulva, vagina e clitóris compromete a excitação e o orgasmo.”

A endocrinologista explica que a soma de má circulação e danos nervosos cria um cenário propício para a perda de desempenho e de prazer.

Glicemia alta, hormônios em baixa

“O descontrole glicêmico também bagunça o eixo hormonal. A resistência à insulina — comum em quem tem pré-diabetes ou diabetes — afeta a produção testicular de testosterona e inibe mecanismos hormonais essenciais tanto para homens quanto para mulheres”, salienta Fernanda.

De acordo com a médica, a consequência aparece no desejo sexual: queda de libido, falta de energia e piora da qualidade das ereções. Nas mulheres, mesmo em menores quantidades, a testosterona também é decisiva para excitação e orgasmo.

Foto colorida. Mulher está nas costas do homem. Eles estão sorrindo e muito felizes - Metrópoles - hormônios da felicidade
Hormônios da felicidade, como a ocitocina, podem ser produzidos pelo corpo para recompensar a tranquilidade do bem-estar

Candidíase recorrente: um incômodo que afasta o prazer

Outro efeito frequente da glicemia elevada, destacado pela especialista, é a candidíase de repetição. O excesso de açúcar chega às mucosas e serve de alimento para fungos, enquanto a imunidade mais baixa favorece novas infecções.

O resultado é um ciclo de dor, ardência, desconforto e relações dolorosas — fatores que inevitavelmente afetam a vontade de ter vida sexual ativa.

O ciclo psicológico que alimenta o problema

Para Fernanda Parra, o impacto emocional também precisa ser levado em conta. “Dificuldades na vida sexual geram ansiedade e medo de falhar, o que eleva o estresse. E mais estresse significa mais cortisol — um hormônio que aumenta ainda mais a glicose no sangue. Assim, cria-se um ciclo vicioso que agrava o problema físico e psicológico.”

Saúde sexual raramente é a primeira coisa que as pessoas associam ao açúcar no sangue, mas níveis cronicamente elevados podem afetar a intimidade — para todos

Controle da glicemia: um caminho real de melhora

A boa notícia é que a maior parte desses quadros responde bem ao controle glicêmico. Quando a glicose volta ao normal, os vasos recuperam elasticidade, a sensibilidade melhora, os níveis hormonais se ajustam e as infecções se tornam menos frequentes.

Segundo a endocrinologista, muitos pacientes relatam mudanças perceptíveis em semanas ou meses. Em casos de pré-diabetes, a reversa costuma ser ainda mais rápida.

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