Especialistas revelam o melhor exercício para pessoas 60+
Completo e de baixo impacto, esse exercício fortalece o corpo, melhora o humor e aproxima pessoas na maturidade, revelam especialistas
atualizado
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Aos 60 anos ou mais, o corpo pede cuidados diferentes — mas isso não significa desacelerar. Na piscina, o movimento ganha fluidez, e cada braçada se transforma em estímulo para o coração, os músculos e a mente. Segundo o educador físico e nutricionista Fernando Castro, a natação é um dos poucos exercícios que unem condicionamento cardiorrespiratório, força e mobilidade, com mínimo impacto sobre articulações.
“O meio aquático reduz a sobrecarga em joelhos, quadris e coluna, permitindo treinos consistentes e seguros”, explica. Essa combinação melhora equilíbrio, estabilidade e coordenação motora — fatores que reduzem o risco de quedas, uma das principais preocupações na terceira idade.
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Natação: um mergulho no bem-estar
Os ganhos vão além do físico. A água também é um refúgio mental. “A prática regular melhora o sono, reduz o estresse e estimula a memória e a velocidade cognitiva”, afirma Castro. Ele destaca ainda o papel da natação no controle da pressão arterial e no retorno venoso, benefícios importantes para quem convive com hipertensão ou insuficiência venosa.
O ortopedista Pedro Ribeiro concorda. Para ele, “nadar é fortalecer corpo e mente ao mesmo tempo”. O exercício melhora a circulação, alivia dores crônicas e libera endorfinas — o que contribui para o bom humor e o equilíbrio emocional.

Água que aproxima
Longe de ser um esporte solitário, a natação é também um ponto de encontro. As aulas em grupo criam laços e combatem o isolamento, um dos grandes desafios do envelhecimento. “A convivência dentro da piscina reforça o sentimento de pertencimento e mantém a mente ativa”, observa Ribeiro.

Atenção antes de mergulhar
Nem tudo, porém, é permitido sem avaliação. Os especialistas alertam que quem tem feridas abertas, infecções de pele ou ouvido, crises respiratórias, dor intensa ou inflamações ativas deve adiar o início das aulas. Em casos de osteoporose avançada, Fernando Castro recomenda associar exercícios com leve carga fora da água para manter o estímulo ósseo.
O primeiro passo é sempre uma avaliação médica e física. Depois disso, é deixar que a água faça o resto: sustente o corpo, alivie o peso dos anos e devolva o prazer de se mover.














