
Claudia MeirelesColunas

Saiba qual hábito na corrida pode comprometer a saúde do coração
A coluna conversou com um cardiologista para descobrir qual hábito durante a corrida pode comprometer a saúde do coração; confira
atualizado
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As corridas de rua se tornaram uma tendência de saúde. De acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO), o interesse pela modalidade cresceu 29% apenas em 2024. O boom do esporte chama atenção para alguns cuidados e perigos “ocultos” que podem afetar a saúde dos atletas, sejam eles profissionais, sejam amadores.
Independentemente de correr ao ar livre ou praticar a modalidade indoor, o hábito de desejar superar os próprios limites e querer avançar cada dia mais no esporte sem orientação pode trazer riscos para a saúde do coração.
Saiba qual hábito durante os treinos de corrida podem sobrecarregar o coração
De acordo com o cardiologista Fabrício da Silva, em alguns casos, a necessidade progredir nos treinos a qualquer custo pode acabar despertando algumas alterações cardíacas não diagnosticadas – especialmente entre aqueles que tem predisposição à hipertensão, colesterol alto ou histórico familiar de doenças cardíaca.

“O coração pode parecer saudável, porém, há doenças que só se manifestam sob esforço. Por isso, o ideal é que todo praticante de corrida, seja iniciante ou experiente, passe por um check-up anual”, orienta.
Embora ele reforce que a prática é aliada da saúde do sistema cardiovascular, antes de “amarrar o tênis” é preciso estar atento a cuidados indispensáveis, como uma análise cardiológica prévia.
“Esse é o ponto de partida para qualquer pessoa que queira correr de forma segura. Uma simples consulta com o cardiologista pode revelar condições silenciosas que passam despercebidas no dia a dia. Saber como está o seu coração antes de colocá-lo à prova é essencial para evitar sustos”, reitera Fabrício.
O médico também reflete sobre alguns exames específicos para identificar condições que se manifestam apenas durante o esforço físico. “O eletrocardiograma e teste ergométrico podem prevenir problemas sérios, principalmente em quem pratica exercícios de alta intensidade”, pontua.
Outros cuidados
Além do acompanhamento médico, Fabrício chama a atenção para medidas simples no dia a dia capazes de minimizar os fatores de risco. A primeira dica é aumentar a intensidade dos treinos de forma gradual.
“O corpo precisa se adaptar aos estímulos. O erro de muitos corredores é querer avançar rápido demais, o que aumenta o risco de sobrecarga cardíaca e lesões. A progressão deve ser planejada e acompanhada por um profissional de educação física”, frisa Fabrício da Silva.
Outro fator indispensável está relacionado à hidratação antes, durante e depois da prática. “A desidratação afeta diretamente o funcionamento do coração, pois reduz o volume de sangue circulante e aumenta o esforço cardíaco”, orienta o cardiologista.

A hora do descanso é fundamental, segundo Fabrício. A pausa é tão importante quanto o condicionamento físico em si. “É preciso respeitar os sinais do corpo e não ignorar alguns sintomas, como dor no peito, tontura ou falta de ar. Esses sinais são alertas de que algo não vai bem e precisam ser levados a sério”, encerra Fabrício.
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