Dermatologista revela 7 hábitos que preservam o colágeno da pele
Mudanças simples no estilo de vida combatem o envelhecimento precoce e evitam a perda de firmeza e elasticidade dos tecidos
atualizado
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A partir dos 25 anos, a produção natural de colágeno — proteína responsável pela firmeza, elasticidade e sustentação da pele — começa a diminuir gradualmente cerca de 1% ao ano. No entanto, de acordo com a dermatologista Cristina Salaro, alguns hábitos do dia a dia aceleram ainda mais essa perda. Modificações simples na rotina, focadas em combater a degradação das fibras de sustentação e o envelhecimento silencioso, são essenciais para manter a saúde e a vitalidade cutânea por muito mais tempo.
Entenda
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Impacto do açúcar e do sol: o excesso de açúcar enrijece as fibras de colágeno (glicação), enquanto a exposição solar sem protetor gera radicais livres que destroem a sustentação da pele.
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O papel do descanso: noites mal dormidas elevam o cortisol e o estresse oxidativo, interrompendo a reparação celular e a regeneração dos tecidos que ocorrem no sono profundo.
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Danos do álcool e cigarro: o tabagismo prejudica a oxigenação dos tecidos, e o consumo de álcool — que não possui dose mínima segura — reduz diretamente a síntese de colágeno nos fibroblastos.
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Aliados na alimentação: consumir fontes adequadas de proteínas diariamente fornece ao organismo os aminoácidos necessários para a fabricação de novas fibras cutâneas.

Os inimigos silenciosos da firmeza cutânea
A alimentação e a proteção externa desempenham papéis cruciais na manutenção da estrutura da pele. O consumo exagerado de açúcar, doces, refrigerantes e alimentos ultraprocessados engatilha a glicação, processo em que a glicose se liga ao colágeno e à elastina, tornando-os quebradiços e gerando flacidez e rugas.
Da mesma forma, a radiação ultravioleta atua de maneira destrutiva no chamado fotoenvelhecimento. O uso diário do filtro solar barra a formação de radicais livres, moléculas instáveis que degradam o colágeno. A especialista faz um alerta sobre conteúdos enganosos que circulam na internet: “Sabe a trend nas redes sociais de não usar filtro solar porque faz mal para pele? Não caia nessa!”, adverte Cristina Salaro.

Hormônios, estresse e o impacto do estilo de vida
O equilíbrio interno afeta diretamente a renovação celular. Durante o sono profundo, o corpo libera hormônios que reparam e regeneram os tecidos. A falta de descanso adequado e o estresse crônico da correria diária mantêm o corpo em alerta, elevando o cortisol de forma persistente. Esse aumento interfere na produção de colágeno, deixando a pele sensível, opaca e envelhecida precocemente. Práticas como meditação, atividades físicas e momentos de lazer ajudam a conter esse impacto biológico.
Outro fator de degradação é o consumo de álcool. Além de aumentar a inflamação, o etanol diminui a síntese da proteína nas células.
“Uma pesquisa publicada na revista Drug Design, Development and Therapy demonstrou que o álcool compromete a produção de colágeno em fibroblastos humanos, afetando mecanismos celulares importantes da regeneração cutânea”, aponta a dermatologista, reforçando que não há dose mínima segura de bebida alcoólica.
Construindo a renovação de dentro para fora
Para que o organismo consiga fabricar novas fibras de sustentação de maneira eficiente, a ingestão proteica é indispensável. O colágeno depende de aminoácidos específicos para sua formação, tais como glicina, prolina e hidroxiprolina. A ausência de fontes como carnes magras, ovos, peixes, leite e leguminosas deixa o corpo sem os blocos de construção necessários para a renovação.
Por fim, o abandono do tabagismo é apontado como medida fundamental. O cigarro compromete a circulação do sangue, diminui a oxigenação dos tecidos e eleva a quantidade de radicais livres no corpo, acelerando a destruição proteica. De acordo com a especialista, a associação contínua de hábitos saudáveis — como proteção solar, sono adequado, controle do estresse e alimentação equilibrada — é o caminho seguro para garantir a firmeza e a vitalidade da pele.







