Alunos de Sobradinho visitam exposição Constelações Contemporâneas

Estudantes da zona rural conheceram exposição gratuita no Teatro Nacional Claudio Santoro, com apoio da Secretaria de Turismo do DF

atualizado

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Alunos de Sobradinho visitam exposição Constelações Contemporâneas
1 de 1 Alunos de Sobradinho visitam exposição Constelações Contemporâneas - Foto: Camila Santos/Metrópoles

Alunos da Escola Classe Sítio das Araucárias, na zona rural de Sobradinho, visitaram nesta terça-feira (2/6) a exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, em cartaz no Teatro Nacional Claudio Santoro até 17 de julho. A retirada de ingressos para visitação pode ser feita clicando neste link.

Ao todo, a atividade reuniu 53 estudantes do 4º e 5º ano no turno da manhã e aproximadamente 50 crianças do 1º, 2º e 3º ano no período da tarde. Durante o passeio pela mostra gratuita, apoiada pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), os jovens se mostraram curiosos, interagiram com mediadores e encerraram o dia com uma confraternização regada a lanches.

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Um momento de conhecimento e diversão

A estudante Sophia Lorraine de Jesus Oliveira, de 10 anos e aluna do 5º ano, expressou grande entusiasmo com a oportunidade de visitar o centro de Brasília e conhecer as mais de 200 obras produzidas por 41 artistas locais.

“Achei a exposição um máximo. Tem várias artes, várias histórias que mostram o Distrito Federal, como ele foi feito, como ele foi criado…”, afirmou Sophia, destacando que o passeio é importante para conhecer mais sobre as histórias da capital.

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A pequena Sophia posando com as suas obras favoritas

Para a pedagoga institucional Val Barbosa, a visita tem suma importância por se tratar de crianças que vivem em assentamentos e frequentam uma escola do campo. Segundo a educadora, o contato direto com o significado da arte abre portas e serve de estímulo para a realidade dos alunos da zona rural.

“Embora escola de campo, tem muitas crianças que apreciam, que gostam da arte, têm habilidade para desenhar, então é muito importante”, concluiu a pedagoga.

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Identificação com a arte

A diretora da escola, Tainne Torres, destaca que a visita vai muito além do contato com as obras expostas. Para ela, a experiência representa uma oportunidade de ampliar o repertório cultural dos estudantes e apresentar espaços que muitos deles nunca haviam frequentado

“Desde que estou na gestão, é a primeira vez que os trago a um museu. Além de aprender sobre todas essas obras dos artistas, eles vão aprender como se comportar nesse local. Para eles, têm sido uma experiência maravilhosa”, afirma.
Tainne Torres

Segundo a educadora, as reflexões despertadas durante o passeio também podem ser levadas para dentro da sala de aula. As obras, os materiais utilizados pelos artistas, as cores e as diferentes formas de expressão artística servem como ponto de partida para novas atividades pedagógicas.

“Esse tipo de visita amplia a visão de cultura da criança. As professoras podem refazer essas obras com eles, mostrar a quantidade de materiais que podem ser utilizados. Aqui, tudo é obra, da escada ao telhado”, explica.

Outro aspecto que chamou a atenção da diretora foi a identificação dos alunos com algumas das obras apresentadas na exposição. Vindos de uma área rural de assentamento, muitos estudantes reconheceram elementos de sua própria realidade em trabalhos que abordavam temas como moradia e acesso à água. 

A visita ocorreu na parte da manhã e tarde

“Acho que eles se viram um pouco ali naquela obra também. A do tijolo, porque muitas casas deles ainda são de lona ou madeira. E a questão da água também impactou bastante, porque o caminhão-pipa passa uma vez por mês onde eles moram. Todo esse choque com a realidade deles vai fazer eles pensarem bastante sobre tudo isso”, relata.

Entender mais sobre arte

A professora Débora Basilio, que acompanha uma turma do 3º ano do ensino fundamental, destaca que experiências como a visita à exposição são fundamentais para ampliar o repertório cultural das crianças.

Segundo ela, muitos alunos vivem na zona rural e têm contato com livros, arte e outras manifestações culturais quase exclusivamente dentro da escola.

Eu acredito que é muito importante, ainda mais considerando o contexto das crianças que vieram hoje. São crianças que moram na zona rural, e o único acesso que muitas têm com livro, com arte, é na própria escola. Proporcionar esses momentos, vir e entender mais sobre arte, é muito importante, porque no dia a dia eles não têm acesso a essa cultura”, afirma.

A professora Débora Basilio

Para a professora, o contato com obras produzidas por artistas de Brasília também ajuda a aproximar os estudantes da própria cidade e a despertar o interesse pela criação artística.

Débora lembra que, recentemente, a turma trabalhou em sala de aula temas relacionados ao aniversário de Brasília, incluindo os azulejos de Athos Bulcão e outros elementos marcantes da capital. “Eu acredito que isso os deixa mais íntimos do que acontece na cidade e mostra que eles também podem produzir arte. Não precisam ser apenas espectadores, mas protagonistas. Eles podem perceber que também são capazes de criar, ainda mais vendo artistas que são daqui”, destaca.

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A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional Claudio Santoro com mais de 200 obras de Sergio Camargo. A mostra permaneceu aberta ao público de 10 de dezembro de 2025 a 13 de março de 2026.

O sucesso do projeto consolidou o espaço como um importante centro de difusão cultural e abriu caminho para novas exposições que valorizam a produção artística nacional e local.

A nova edição reafirma o compromisso do Metrópoles em fomentar a cultura local e ampliar o acesso do público a iniciativas culturais em espaços emblemáticos da cidade. O projeto reforça a relevância da arte contemporânea na construção da identidade cultural da capital e no reconhecimento de Brasília como um importante polo criativo do país.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 19 maio a 17 julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 10h às 20h, com entrada gratuita

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