Mostra Constelações Contemporâneas mapeia a cena artística de Brasília

Exposição Constelações Contemporâneas aborda diversidade, território e memória para revelar a potência da produção artística do DF

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Antônio Obá participa da mostra Constelações Contemporâneas
1 de 1 Antônio Obá participa da mostra Constelações Contemporâneas - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A exposição Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília se estrutura a partir de eixos conceituais que refletem a complexidade da produção artística do Distrito Federal, propondo um panorama que vai além da simples reunião de obras. Agendada para acontecer de maio a julho no Teatro Nacional Claudio Santoro, no coração de Brasília, a mostra reúne cerca de 40 artistas e aposta na ideia de “constelação” como fio condutor curatorial. O conceito sugere conexões, encontros e múltiplos pontos de vista.

Um dos principais eixos da exposição é a diversidade de linguagens e gerações. Ao reunir artistas com trajetórias distintas, entre nomes emergentes e já consolidados, a mostra constrói um campo de diálogo que evidencia tanto contrastes quanto afinidades dentro da produção contemporânea.

O resultado é um panorama plural que reforça Brasília como um importante polo criativo no cenário nacional.

A curadora da nova iniciativa do Metrópoles Arte, Monica Tachotte, que a exposição “se estrutura a partir de alguns eixos principais, como território, memória, paisagem, corpo e experiência”, que atravessam a produção dos artistas de diferentes maneiras.

Obra da artista Bruna Zanatta, uma das integrantes da nova exposição do Metrópoles Arte, braço cultural do Grupo Metrópoles 
Obras da artista visual Valéria Pena Costa
“Esses eixos não aparecem de forma isolada, eles se conectam, criando um percurso no qual as obras dialogam entre si e ampliam suas leituras”, detalha. “No espaço expositivo, essa relação é construída de forma fluida, permitindo que o visitante perceba essas conexões de maneira sensível, mais do que linear.”

Outro ponto central está na valorização da identidade cultural da capital. As obras apresentadas dialogam com o território, explorando aspectos simbólicos, sociais e urbanos que atravessam a experiência de viver em Brasília. Nesse sentido, a exposição propõe uma leitura da cidade como um espaço em constante transformação, marcado por diferentes camadas de tempo e vivências.

A ideia de constelação também se desdobra como eixo estruturante ao sugerir relações entre obras e artistas. Assim como as estrelas que, vistas da Terra, formam desenhos no céu, os trabalhos expostos se organizam em redes de conexão, nas quais cada produção mantém sua autonomia, mas ganha novos significados a partir do conjunto.

“A ideia é que a exposição funcione como uma constelação: um conjunto de pontos interligados, onde cada artista contribui para uma compreensão mais ampla da cena contemporânea de Brasília”, aponta Monica.
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Obra de Renato Rios
Arte de Taigo Meireles
Obra de Tamires Moreira
Arte de Patricia Bagniewski
Arte de Samantha Canovas
Arte de Paula Calderón
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Arte de Paula Calderón

Lapin fotografia e Jéssica Rodrigues
Obra de Renato Rios
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Obra de Renato Rios

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Arte de Taigo Meireles
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Arte de Taigo Meireles

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Obra de Tamires Moreira
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Obra de Tamires Moreira

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Arte de Patricia Bagniewski
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Arte de Patricia Bagniewski

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Arte de Samantha Canovas
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Arte de Samantha Canovas

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Arte de David Almeida
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Arte de David Almeida

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Arte de Camila Courinos
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Arte de Camila Courinos

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Arte de Christus Nóbrega
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Arte de Christus Nóbrega

Divulgação
Obra de Maria Porto
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Obra de Maria Porto

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Além disso, a mostra reforça o compromisso com a democratização do acesso à arte. Com entrada gratuita e realizada em um dos principais espaços culturais da cidade, a iniciativa amplia o alcance da produção contemporânea e incentiva a aproximação entre público e artistas.

A exposição também se estrutura como um espaço de encontro entre diferentes percepções e experiências. Ao apostar em obras abertas a múltiplas interpretações, o projeto estimula o público a construir suas próprias leituras, reforçando o caráter relacional da arte contemporânea e ampliando suas possibilidades de diálogo.

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

A iniciativa amplia a atuação do Metrópoles no fortalecimento da cena cultural e na defesa de uma arte acessível a todos, apostando na ideia de constelação como fio condutor curatorial — um conceito que propõe encontros, diálogos e múltiplos pontos de vista.

O projeto dá sequência à repercussão positiva da exposição É Pau, É Pedra…, que ocupou o Teatro Nacional com mais de 200 obras de Sergio Camargo.

Foyer da Sala Villa-Lobos no Teatro Nacional
Confira os nomes dos artistas participantes:

Andre Santangelo, Antônio Obá, Camila Soato, Capra Maia, Carlos Lin, Celso Junior, Christus Nóbrega, Courinos, Davi Almeida, Daniel Jacaré, Daniel Toys, Desirée Feldmann, Gabriel Matos, Gisel Carriconde, Gu da Cei, Helena Lopes, Iris Helena, Karina Dias, Leo Tavares, Luísa Gunther e Dupla Plus, Julio Lapagesse, Marcos Antony, Maria Porto, Marina Fontana, Nelson Maravalhas, Pamela Anderson, Paula Calderon, Patrícia Bagniewski, Raquel Nava, Raylton Parga, Rogério Roseo, Samantha Canovas, Taigo Meireles, Tamires Moreira, Valéria Pena-Costa, Victoria Serendinicki, Patricia Monteiro, Renato Rios, Bruna Zanatta e Virgílio Neto

A exposição funciona como um manifesto da arte brasiliense, reunindo artistas de diferentes gerações, linguagens e pesquisas que ajudam a construir, diariamente, a identidade cultural do Quadradinho do DF. Com isso, ultrapassa sua herança modernista, apresentando Brasília como um organismo vivo, marcado por dinâmicas culturais, sociais e simbólicas em constante transformação.

Serviço

Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília

De 19 de maio a 5 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

Diariamente, das 12h às 20h, com entrada gratuita 

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