Álcool e ultraprocessados ganham espaço na Copa e exigem atenção
O médico Edson Ramuth explica como distrações e excessos em encontros para assistir aos jogos elevam calorias e dá dicas para manter o foco

Pesquisa aponta que 72% dos brasileiros preferem assistir a partidas esportivas em casa, ambiente onde torcedores cometem excessos alimentares inconscientes devido à distração das transmissões, prejudicando o processo de emagrecimento. O levantamento foi feito pela Resenha Digital Clube e pela Data-Makers.
De olho no jogo da Seleção Brasileira contra a Escócia pela Copa do Mundo na noite desta quarta-feira (24/6), o médico especialista em emagrecimento Edson Ramuth alerta que a combinação de telas, bebidas alcoólicas e petiscos ultraprocessados faz com que as pessoas ignorem os sinais biológicos de saciedade. Para evitar o ganho de peso em momentos de lazer na sala de casa, o especialista recomenda comer de forma consciente e fazer substituições estratégicas no cardápio de hoje.
Entenda
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Beliscar por distração: manter aperitivos ao alcance das mãos durante toda a transmissão favorece o consumo automático e excessivo de calorias sem que o torcedor note.
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Abuso do álcool: o consumo de bebidas alcoólicas desregula o controle sobre as escolhas alimentares, eleva o apetite e mascara a real percepção de saciedade do corpo.
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Jejum compensatório: passar horas sem comer antes do evento para “compensar” os abusos gera o efeito oposto, aumentando a fome e o risco de exageros na hora do jogo.
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Excesso de ultraprocessados: tornar salgados fritos e embutidos a refeição principal eleva sódio e gorduras; o ideal é equilibrar a mesa com opções que deem mais saciedade.
O cenário propício para os deslizes na dieta ocorre porque a atenção dividida com o telão anula a percepção do volume de comida ingerido.
“Quando a atenção está voltada para o jogo, muitas pessoas deixam de perceber os sinais de fome e saciedade. Isso favorece o consumo automático de petiscos e bebidas, aumentando significativamente a ingestão calórica ao longo de poucas horas”, alerta o médico Edson Ramuth, reforçando que amendoins, batatas fritas e salgadinhos são os grandes vilões do consumo repetitivo.

O álcool entra como outro fator complicador nessa dinâmica social, pois além do seu próprio valor calórico, atua diretamente no comportamento do indivíduo. Conforme explica Ramuth, o excesso de bebidas alcoólicas reduz o controle sobre as decisões e estimula a busca por alimentos ainda mais calóricos.
Da mesma forma, a tática de começar a ver a partida de estômago vazio se mostra prejudicial, sendo recomendado manter a rotina alimentar equilibrada ao longo do dia para garantir melhor autocontrole diante dos petiscos.

Para não sabotar a balança, o especialista sugere reestruturar o menu sem abrir mão do prazer. Em vez de focar apenas em ultraprocessados, a orientação é introduzir alternativas que promovam saciedade, como espetinhos de frango, milho cozido, queijos, frutas e castanhas.
O médico pondera que um evento isolado não arruinará o emagrecimento, mas sim a repetição desses erros. “Uma alimentação equilibrada não exige restrições extremas. O mais importante é buscar equilíbrio na maior parte da rotina”, finaliza.

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