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Vida & Estilo

Adolescentes super-ricos nos EUA têm férias que passam de R$ 800 mil

Pais milionários investem fortunas em jatinhos e acampamentos de alto padrão para garantir networking e amizades influentes para os filhos

25/06/2026 17:09
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Magnific / jcomp
Imagem colorida de homem na frente da barraca

Em busca de amizades “de elite”, contatos para o futuro e habilidades para a vida, pais gastam milhares de dólares com mensalidades e jatinhos particulares para os filhos nos campings mais desejados. Para muitas famílias de alta renda, enviar os herdeiros para acampamentos de férias nos Estados Unidos tornou-se um investimento caro com um foco muito claro: o networking

Elizabeth Weprin, de 55 anos, contou que desembolsou mais de seis dígitos ao longo de quase uma década para que suas filhas frequentassem um acampamento de luxo. Ela defendeu que o investimento não tem preço

Para Elizabeth, o objetivo principal vai além de um verão livre de distrações digitais e atividades de camping, focando nas conexões e “amizades”. “A joia da coroa desses acampamentos de férias é a rede de ex-alunos e pais que você pode acessar”, disse ao New York Post.

O preço da exclusividade e o abismo social nos acampamentos

Os custos para garantir o acesso a esses círculos influentes são restritos a uma minoria. No Raquette Lake Camp, por exemplo, a mensalidade começa em R$ 95 mil por jovem. Em outros locais sofisticados, as taxas anuais chegam a ultrapassar R$ 815 mil.

O relatório The Summer Struggle for Everyday Families, publicado em maio de 2026 pela organização Afterschool Alliance, comprova esse abismo de exclusividade: embora 24,6 milhões de crianças e adolescentes nos EUA queiram vivenciar essa experiência, 38% das famílias citam os custos elevados como o principal fator de afastamento.

Por conta disso, apenas 13% das crianças de famílias de baixa e média renda conseguem frequentar acampamentos, em comparação com 45% daquelas de lares que possuem alta renda.

Nos Hamptons, os preços chegam a atingir R$ 24,5 mil  por semana. É o caso de um acampamento diurno focado em IA que, além de ensinar “habilidades para a vida”, oferece até aulas de omakase, a tradicional culinária japonesa. 

Jatinhos particulares e rotina de atividades no verão

Para além da inscrição, os pais investem em mimos de primeira classe no transporte. Rachael Braunschweiger Potash, que gasta mais de R$ 218 mil por ano para enviar suas duas filhas para um acampamento no Maine, decidiu se juntar a um pequeno grupo de pais para fretar um avião particular com destino ao camping.

“O dinheiro vai e vem, mas se você vai gastar seu dinheiro, o acampamento de férias é uma das coisas em que vale a pena investir”, contou Rachael, permitindo que as filhas de 13 e 15 anos formem um círculo de amigas influentes enquanto praticam esqui aquático, caiaque, natação, ginástica, dança e arte.

Enxoval e guloseimas do “Dia de Visita”

Mesmo com políticas rígidas de uniforme da marca do acampamento, muitas adolescentes mantêm hábitos de luxo nos detalhes. As filhas de Potash abastecem seus baús com produtos de higiene de marcas de luxo e pijamas de grifes.

Para montar esse enxoval, as mães gastam entre R$ 8 mil e R$ 16 mil por criança em atendimento personalizado com especialistas. A movimentação de compras começa bem antes do acampamento, incluindo roupas de cama, travesseiros, utilidades para o beliche e a gravação dos nomes bordados nos baús, que depois são recolhidos por um serviço de transporte especializado.

Dani Cohen, que envia três filhos de 11, 9 e 7 anos para o Camp Walt Whitman, desembolsa mais de R$ 81 mil por criança na mensalidade de sete semanas, além dos milhares de dólares gastos nas compras de enxoval. Ela relatou que o estresse é mínimo “até olhar para a conta”.

Assim que os filhos partem, os pais organizam a logística para o Visiting Day (Dia de Visita), reservando voos, hotéis ou alugando motorhomes para o reencontro no meio da temporada. Esse momento é marcado pela entrega de mimos e comidas exóticas levadas diretamente pelas famílias a pedido dos campistas.

Dani Cohen comenta que as crianças ganham desde brinquedos novos até pedidos específicos de comida, como picles e sushi. No fim, além do valor financeiro e das vantagens de conviver com a alta sociedade, o maior benefício permanece nas amizades e nos contatos que as filhas construíram e mantêm até hoje.

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