Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Galípolo: BC explica Pix aos EUA e diz que sistema é "evolução meio natural"

Para o presidente do Banco Central, a tecnologia é algo que terá de ser devidamente aceita e incorprada aos sistemas bancários no mundo

25/06/2026 13:45, atualizado 25/06/2026 14:14
Compartilhar notícia
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou, nesta quinta-feira (25/6), que a autoridade monetária tem despendido tempo e mão de obra para dar explicações sobre o Pix ao governo norte-americano.

O sistema de pagamentos instantâneo é apontado por ele como uma “evolução meio natural”, que “terá de ser devidamente aceito e incorporado” nos sistemas bancários no mundo.

O Pix é um dos pontos que compõem um processo do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que pode levar à imposição de uma sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros.

“Do ponto de vista do relatório dos Estados Unidos, o Banco Central vem disponibilizando gente e tempo para auxiliar nas explicações necessárias para o governo norte-americano. (…) E me parece que é um processo de evolução meio natural. A gente está vendo vários outros bancos centrais e autoridades tentarem seguir nesse movimento”, afirmou Galípolo.

O presidente do BC ainda demonstrou orgulho da infraestrutura de pagamento constituída no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e citou que é objeto de outros países com a intenção de desenvolver algo semelhante.

“O Pix coloca o Brasil numa posição que, em poucas coisas, o Brasil tem essa possibilidade de estar exatamente na fronteira do que há de mais moderno e é exemplo no resto do mundo. O Pix é um deles”, frisou.

Revisão nas projeções

A afirmação de Galípolo foi feita durante uma entrevista coletiva na sede do BC, sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), documento divulgado nesta quinta que elevou as projeções do crescimento da economia brasileira e da inflação em 2026.

Para este ano, a previsão mais recente era de crescimento de 1,6% e, agora, de 2%. Em relação à inflação, a previsão subiu para 5,2%.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters