Quadros e joias: PCERJ é referência na perícia de bens de luxo
Em 3 de junho deste mês, investigadores recuperaram um quadro durante a "Operação Tela Falsa", deflagrada pela DDEF

O setor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), registrou aumento de 82% na demanda por análises desses itens de luxo em 2025 e se consolidou como referência nacional em perícias de merceologia, sendo a única instituição a realizar técnicas específicas, como a análise físico-química e estilística, que preservam a completa integridade da obra.
O trabalho segue critérios adotados internacionalmente, que analisam fatores como origem da peça, histórico de propriedade, estado de conservação e comportamento de mercado. A unidade conta com especialistas capazes de atestar autenticidade, procedência e valor de mercado desses bens, além de uma perita referência em grafoscopia, técnica utilizada para identificar fraudes em assinaturas e documentos.
Quadro recuperado
Em 3 de junho deste mês, investigadores recuperaram um quadro na casa de Michele Coelho Montenegro, investigada por um golpe envolvendo obras de arte e um imóvel de alto valor. A obra foi apreendida durante a “Operação Tela Falsa”, deflagrada pela Delegacia de Defraudações (DDEF).
A arte faz parte da Série Mangueira, de Ivan Serpa, de 1970. Na peça, os peritos empregaram três métodos para o exame forense da pintura: estudo grafotécnico, análise físico-química, análise artística/estilistica e pesquisa documental. A avaliação merceológica será realizada posteriormente, após a conclusão das etapas anteriores.
Conforme constatado na investigação, ela se apropriou de obras de arte de elevado valor comercial recebidas para intermediação de venda e passou a negociá-las como se fosse de sua propriedade.
A mulher causou um prejuízo de pelo menos R$ 2 milhões à vítima, o dono de um antiquário. O quadro foi recuperado na casa de um advogado, que também foi preso.










