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Mirelle Pinheiro

Defesa de sobrinho de Wellington Luiz se manifesta: "Abuso de poder". Veja vídeo

Caso ocorreu no bar Responsa, localizado na Asa Sul (DF). Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o homem dando uma carteirada em PM

23/06/2026 16:32, atualizado 23/06/2026 16:35
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Reprodução/Redes sociais
Defesa de sobrinho de Wellington Luiz se manifesta: “Abuso de poder”

A defesa de Davi Moraes da Silva, de 32 anos — sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o deputado distrital Wellington Luiz — divulgou, nesta terça-feira (23/6), um vídeo em que afirma que o homem foi “vítima de um tratamento manifestamente inadequado” do estabelecimento comercial Responsa, localizado na Asa Sul (DF). A manifestação ocorre após circular nas redes um vídeo em que mostra o homem dando uma “carteirada”.

Na manifestação, o advogado José Souza de Lima afirma que seu cliente foi submetido a um tratamento “ilegal e abusivo” pelo bar e também a uma abordagem policial que classifica como “manifestamente ilegal, abusiva e criminosa”.

A defesa destaca que o cliente foi obrigado a pagar por produtos que não teria consumido e que a cobrança foi mantida após a intervenção de um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que teria sido acionado diretamente pelo gerente do local.

“O estabelecimento comercial obrigou Davi ao pagamento de produtos não consumidos no local, mediante indevida intervenção e utilização da força policial”, disse em vídeo.

O advogado disse ainda que o cliente foi vítima dos crimes de lesão corporal e abuso de autoridade durante a abordagem policial.

“Os procedimentos correcionais já foram instaurados para apurar e punir os atos deste sargento”, afirmou o advogado em vídeo encaminhado à imprensa.

A defesa informou também que pretende ingressar com uma ação indenizatória contra o Bar Responsa pelo que classificou como tratamento inadequado ao consumidor.

Entenda o caso

Davi Moraes da Silva foi preso na noite de sábado (20/6) após uma confusão no Bar Responsa, localizado na Asa Sul. Segundo a Polícia Militar, ele apresentava sinais de embriaguez e teria ameaçado o gerente do estabelecimento após um desentendimento relacionado à conta.

A corporação informou que, mesmo após orientações dos policiais para encerrar o conflito, Davi manteve comportamento considerado agressivo e intimidatório.

Ainda de acordo com a PMDF, durante a ocorrência ele teria tentado constranger os agentes ao afirmar ser sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de dizer que a promoção de um dos policiais “não iria sair”.

Davi divulgou um áudio nas redes sociais pedindo desculpas pelas declarações feitas durante a abordagem. Na gravação, ele classificou a fala como “infeliz” e afirmou que não pretendia obter qualquer vantagem por conhecer autoridades.