Adeus ao “tchauzinho”: o melhor exercício para combater a flacidez
Embora o pilates fortaleça os braços, especialistas apontam que exercícios com foco em hipertrofia são a via rápida para a firmeza
atualizado
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A flacidez na parte interna dos braços, popularmente conhecida como o “músculo do tchauzinho”, é uma das queixas estéticas mais frequentes em consultórios e academias. O problema ocorre porque essa região é naturalmente mais suscetível ao acúmulo de gordura e sofre com a falta de estímulos nos movimentos cotidianos.
Para quem busca eliminar aquele aspecto de pele solta, a ciência do movimento é clara: embora métodos como o pilates sejam excelentes para o tônus, o treinamento de força com carga — a musculação — continua sendo o padrão ouro para resultados sólidos.
Entenda
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Baixo estímulo: no dia a dia, raramente realizamos movimentos de empurrar ou estender os braços com carga, deixando o tríceps “adormecido”.
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Perda de sustentação: com o envelhecimento ou emagrecimento rápido, há redução de colágeno e de massa muscular, o que faz a pele perder seu “preenchimento” natural.
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Acúmulo de gordura: a região é um depósito comum de gordura subcutânea, o que acentua a gravidade sobre o tecido.
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Falta de hipertrofia: sem o crescimento do músculo, a pele não ganha a base rígida necessária para parecer esticada e firme.
Pilates ou musculação? O veredito dos especialistas
O pilates é frequentemente elogiado por melhorar a postura e a consciência corporal. De fato, o uso das molas nos aparelhos ajuda a ativar musculaturas profundas e aumentar o tônus. No entanto, para quem deseja “preencher” a região e dar adeus definitivo à flacidez, o nutricionista e educador físico Fernando Castro explica que a musculação leva vantagem pela facilidade em promover a hipertrofia.
“O pilates tem um papel importante, aumenta o tônus e contribui para uma aparência mais firme. Mas para quem busca resultados mais evidentes de ganho de massa, a musculação deve ser a base, principalmente nos níveis iniciante e intermediário”, afirma Castro.
O segredo, segundo ele, está na capacidade de isolar o tríceps e aplicar uma sobrecarga progressiva que force o músculo a se reconstruir mais forte e denso.
O segredo está na progressão
Não basta apenas levantar pesos leves para sempre. O ponto central para mudar a estética do braço é a evolução constante. Isso significa aumentar a carga, o número de repetições ou o controle do movimento ao longo das semanas.
“O músculo precisa de um desafio novo para continuar mudando”, pontua o especialista.
Para quem está começando, Fernando Castro destaca os exercícios que oferecem o melhor custo-benefício para o tríceps:
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Tríceps testa (barra ou halter): um clássico que trabalha a porção longa do músculo.
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Tríceps na polia (barra ou corda): permite manter a tensão muscular durante todo o movimento.
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Paralelas ou banco: utiliza o peso do próprio corpo para um estímulo intenso.
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Supino fechado: um exercício composto que permite o uso de cargas mais altas.
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Extensão acima da cabeça: excelente para alongar e contrair as fibras do tríceps em toda sua extensão.
Consistência e nutrição
Quanto à frequência, não é necessário treinar braços todos os dias. Castro recomenda de 2 a 3 vezes por semana, garantindo que o músculo tenha tempo para se recuperar e crescer. Os primeiros sinais de melhora na firmeza costumam aparecer em poucas semanas, mas a transformação visual completa exige a combinação de treino regular com uma alimentação adequada.
“Muitas vezes, a flacidez é uma mistura de falta de músculo e excesso de gordura. Por isso, ajustar a dieta para reduzir o percentual de gordura corporal enquanto se ganha massa muscular é a estratégia definitiva para deixar o braço definido”, finaliza o profissional.

























